terça-feira, 28 de setembro de 2010

Continuando a viagem -- Novo Progresso

Pronto, agora vocês vão descobrir meu ponto fraco: não sei escolher bons títulos. Minha maior dificuldade sempre foi escolher os tais de títulos. Então colocarei o que vier à cabeça...

Vou ter que registrar minhas ideias de pouquinho; não será, como eu queria, em ordem cronológica. Não consegui passar do word para o blog ( primo rico e inteligente, não é que eu seja tão burrinha, é que segui todos os passos, mas não deu certo). E como por aqui a internet 3G nem sempre funciona, vou ter que registrar no blog só quando der certo. Enquanto isso, vou escrevendo no word também...um dia eu aprendo! Afinal, inúmeros escritores ( olha a presunção!!!) narram assim: presente, passado; presente, passado; acho até mais interessante!!! Meio sem estilo. Como dizia o Mário Quintana: "Estilo é desculpa para quem sabe escrever apenas de um jeito".

Entramos em Novo Progresso; foi uma surpresa! "Nossa! Que cidade linda! E grande!". Chegamos no supermercado Castanha e perguntamos pela casa da Renata e do Reiker. Queríamos chegar de surpresa. Mas o dono, enxerido, ligou para eles; o Mateus atendeu. A sorte é que a ligação caiu e ele não entendeu direito. Eles só nos esperavam na próxima semana. Ficaram muito felizes com a visita. E a Renata: "Senti firmeza, tio! O senhor disse que vinha e veio mesmo. Muitos já prometeram e nunca vieram."

Passeamos, conhecemos um pouco da cidade, tiramos fotos. Lá têm muitas casas de madeira; uma praça linda com um lago encantador, onde se faz caminhada; completamos quatro voltas ao redor do lago. Afinal, estamos treinando para Santiago de Compostela...hahahahahaha! Não é brincadeira, pensamos seriamente em ir...

À noite, a Maria Lígia, filha do Dr. Manoel (aquele mádico encantador!) e da Gilda e o Sérgio vieram nos visitar. A filhinha deles, Luísa, ensinou-me a jogar alguns jogos que havia no computador ( e euzinha nem sabia...). Jogamos o jogo da memória e um outro lá, dos bolos que a gente manda para o ônibus. Muito legais! Vários amigos deles vieram visitar nossa casa; pena que estava "um pouco" empoeirada. O Eraldo disse: "Temos que aprender a conviver com isso, estrada de chão é assim...". E entre escolher asfalto, SEM poeira e estrada de chão, COM poeira, ah!, sem dúvida!, escolho a última! Disse e repito: "Asfalto é pura MONOTONIA!"

Na saída de Novo Progresso passamos pela "pedra"( de novo ELA!). É uma pedra à beira da estrada ( não é "no meio do caminho") que marca o encontro dos desbravadores da estrada Cuiabá--Santarém. Uma turma saiu de lá e a outra de cá;,encontraram-se no meio da estrada, que é justamente onde fica a tal pedra. Colacaram nela uma placa com o nome dos desbravadores, embaixo escrito: "Não morreram em vão." Até arrepia a gente! "Em vão" para quem NÃO estava lá, eu penso.

O povo por aqui gosta muito dos santos, a vó Dolzir iria amar: Comunidade Sta. Júlia, comunidade S. José, comunidade Sto. Antônio, comunidade N. Sra. Aparecida...Paramos em Morais Almeida para dormir. No dia seguinte...eta mundinho pequeno! Chega um senhor e, ao ver a placa do trailer, pergunta: "Vocês são de Mineiros? Meu pai mora lá. Só vi meu pai umas quatro vezes (!!!)." Indagamos a razão de tal fato e ele: "Minha mãe era caminhoneira e fez eu." Perguntamos quem era seu pai e ele disse: "O Zuis"! O Zuis é o pai da Vânia, do Plínio. Estou colocando isto no blog porque não é segredo. Ele já esteve em Mineiros e até conheceu a esposa do Zuis. Perguntei se ele conhecia a Vânia, sua irmã. Não, não conhecia. Tirei uma foto para mostrar para ela. O rapaz é a cara do Zuis, quando era jovem. E tem o nome dele, que agora me esqueci...depois pergunto para o Eraldo, ele ainda está dormindo! Viram o que faço por vocês, meus amigos? Levanto-me de "madrugada", aproveitando que aqui a internet funciona.

Aruri, Três Bueiros, Caracol...Depois de tanto tempo vendo só mato, mato, mato...uma boiada, prova que o bicho-homem já anda rondando por aqui. No mais é poeira...poeira...e mais poeira ( "poeira vermelha, poeira do meu sertão...lá..lá..lá..." Não sei se o pessoal mais novo conhece essa música...). É um pozinho finíssimo, que penetra em tudo quanto é lugar. E o calor! Que calor! É aquele mormaço úmido, você fica pegajosa; o suor escorre pelo corpo; isso desde beeem cedo! As camisas de mangas longas que compramos, Lu, vieram só passear. Nem dá para pensar em vesti-las. Antes pintada do que assada!

Dormimos no Caracol, onde Judas perdeu as botas...Não, não, Judas jamais imaginou que existisse este lugar. É uma cidade minúscula, as casinhas de madeira, tudo bem rústico, por isso mesmo diferente ( eu já tinha escrito encantador...é que tem um certo encanto a maneira simples de viver daquelas pessoas!)... Como nenhum celular dava sinal, fomos em um posto telefônico: um cubiculozinho: mesinha, cadeira, um telefone. Tinha um homem telefonando e ninguém para atender. Aí, o Eraldo riu e me mostrou o que estava escrito numa folha de papel e colado na parede: "Estou lá atrás." O "atrás" era bem distante, como se fosse uma cozinha, lá no fundo do barracão.

Seguimos viagem: matas, matas, matas verdíssimas. Tenho a impressão de que os anjinhos do céu, ou as fadas da floresta, à noite passam café nas folhas das árvores! Como brilham! Puro encanto! O interessante é que passam muitas motos por nós. E a gente vai contando: "Nenhum...meio a meio...nenhum...nenhum...nenhum...(o mais comum); os dois (muuuiiito raro)". Entenderam? É que, por aqui, capacete é artigo raríssimo! Polícia rodoviária também é coisa rara. Os ônibus escolares são uma graça: uns caminhõezinhos, cobertos de lona, com os bancos de tábua, e a criançada lá dentro sorrindo, na maior alegria. Lembram-se, meninos, da camihonete a carvão que vocês viajavam quando crianças? É parecido!!!

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