Que sauna!!!!
Não sei dizer se estou numa cidade ou numa sauna...Que calor horroroso! Chegando aqui, o japonês, Osvaldo, arrancou a lateral esquerda do trailer, dizendo que precisava ser trocada. Então ficamos morando à noite no trailer, e durante o dia na oficina. Já disse que os rapazes que aqui trabalham são muito simpáticos! No primeiro dia, fiz o almoço, contei os pratos, seis, então dá. "Meninos, o almoço está pronto!". Um pega um prato e se serve, o outro também; sai da cozinha o Buiú com o escorredor de arroz cheio de comida. Eu digo:"Buiú, tem prato pra todo mundo". Todos riram. É que ele come no escorredor mesmo, para caber mais, e ainda repete! E é magro. Ele contou que em seu antigo emprego comia, entre outras coisas, doze bifes! "Buiú, como é seu nome?". "BENIVALDO". O pai Benildo e a mãe...não é Valda, é Cleusa! Cleuza com Z. O irmão é Ronivaldo.
A esposa do Divino, dono da oficina, chama-se Ingra. Ela tem irmãos gêmeos, Rafael Alexandre e Rafael (me esqueci do segundo nome). Eles ficaram um tempão nos contando casos interessantíssimos sobre os mesmos: Quando pequenos, um teve o olho esquerdo perfurado e, enquanto estava sendo operado em Cuiabá, o outro sentiu dores no mesmo olho. Dormiam em beliches. Um conversava dormindo e o outro respondia. Dizem que até hoje compram roupas parecidas, sem se comunicarem: pura intuição.
Já contei que estou relendo "O tempo e o vento"? E amando a história, quase como se fosse a primeira vez. O Erico Veríssimo conta duzentos anos da história do Rio Grande do Sul: inicia em 1745 e termina em 1945. São mais de duas mil páginas emocinantes! Retrata o Sul com suas guerras, revoltas, lutas e mais lutas; o sofrimento das suas mulheres fortes e sofridas; seus homens machistas e loucos por uma briga...Como o personagem Chiru Caré, um pobre matuto, quando foi para a guerra:
"E quando se viu de uniforme ficou faceiro como potrilho novo.
Pela primeira vez na vida andava completamente vestido.
Eu só queria que minha gente me visse agora!
Chiru Caré gostou da guerra.
Nunca pensei que fosse tão linda!
Era mesmo que uma festa: fandango ou puxirão.
Muita gente bem fardada
muito cavalo e canhão
muito barulho, tiro e grito
muito sangue pelo chão.
...ficou mais louco ainda quando espetou o primeiro paraguaio
na ponta da baioneta.
Estava acostumado a matar passarinho para comer
mas nunca matara bicho maior que um veado dos pequenos.
Via agora que matar homem era bom, porque enchia mais o peito.
Foi por tudo isso que Chiru Caré gostou daquela campanha.
Na paz vivia como um bicho.
Na guerra era um homem."
Se querem saber o resto, leiam o livro. Não se arrependerão, GARANTO!!!
Agora vou tentar resolver meu teste japonês, que está me deixando louca!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
VIDA CIGANA ( III )
Nossa! Cada dia eu aprendo mais...desde ontem estou tentando aumentar esta tela, que estava só uma janelinha deste tamaninho, e agora achei!!! É só apertar ctrl +...rererere...
Vocês sabem, queridos leitores ( como isto soa pomposo!!! ), que este blog vai se tornar um livro!!!! Oh!!! Claro que depois de revisão, organização e tudo mais... Embora eu não tenha a intenção de escrever muito organizadinho...dá uma canseira na hora de ler! Depois que comecei o curso do "Escrita Total", este jeito espetacular de redigir, percebi que escrever é como conversar, sem se preocupar, no primeiro momento, com ortografia, coesão, coerência... O meu escritor do coração, Erico Veríssimo (é sem acento, sim senhor), disse que ouviu de um famoso escritor a seguinte frase: "Seu Erico, para o bom escritor, escrever é como mijar, não precisa fazer força, sai naturalmente". No "Escrita Total" é sugerido que se tenha, no início, um escritor como modelo...Tive muitas dúvidas em escolher o meu modelo, já que tenho inúmeros escritores prediletos. Pensava e pensava: Erico Veríssimo? José Lins do Rêgo (o Rêgo dele é com acento, como o Flôres do José Carlos, meu primo rico!!! coisa de elite!!!)? Heloisa Seixas? Guimarães Rosa ( viu, Lu, até seu Guiminha entrou na escolha; quando ele diz: "...o pobrinho do ratinho..." me encanta totalmente! )? Machado de Assis ( parece-me que já é muuuiiito convencimento querer o BRUXO, o GRANDE, o MAIOR como modelo, mas...a gente tem que sonhar alto!!!)? A. J. Cronin? Esse deixei de lado. Preferi optar pelos brasileiros.
E acabei mesmo escolhendo o Eriquinho, principalmente depois de ler "Fantoches". Este seu livro foi lançado em 1932 e nas palavras do autor: "Ora, na verdade imprimiram-se 1.500 exemplares deste livro. Venderam-se uns qutrocentos e poucos...Os restantes ficaram atirados num depósito, que foi providencialmente destruído por um incêndio (casual, juram). Como os livros estivessem segurados não houve prejuízo para os editores e o autor ganhou a sua comissão sobre cada exemplar vendido, isto é, queimado...". Em 1972 os editores tiveram a simpática ideia de comemorar o quadragésimo aniversário da publicação deste primeiro livro do Erico Fantoches, produzindo dele uma edição fac-similada.
Diz o autor, no prefácio da edição atual:"Há uns vinte anos, relendo os contos que formam o presente volume, tive a sensação de ser pai de mim mesmo. Tornando a lê-los agora, vinte anos mais tarde, sinto-me como se eu fosse o meu próprio avô...Concluí que seria de algum interesse fazer, de meu próprio punho, algumas notas críticas ou simplesmentes informativas às margens destas páginas...".
Também fez ilustrações, por sinal muito engraçadas. Agora, as críticas, embora interessantes, não deixam de atrapalhar a leitura. Por exemplo: num certo conto, quando o companheiro oferece ao outro sua amizade sincera, ele escreve ao lado:"Não acredite nesse cara, que ele não presta." E quando chega o final inesperado ( nesta altura, esperado, graças ao comentário do 'Pedro Bó'), ele escreve: "Eu te falei!". Às vezes ele comenta: "Não acredito que eu escrevi isso..." Então...Isso prejudica a apreciação do autor, quando jovem. Ele critica tanto que atrapalha ele mesmo. Num outro conto, o rapaz, meio pirado, escuta uma voz de mulher, chamando-o dentro da noite. E ele: "Eu vou..." O autor escreve ao lado da página: "Não vá, menino! Aceite o conselho de quem já leu esta história!" Depois dessa, você já continua a leitura com "um pé atrás"...Mas o livro é muito interessante! Porém não chega aos pés de "O Tempo e o Vento", sua obra prima. Este, sim, é espetacular! Um verdadeiro encanto! Um dos melhores que já li ( ou o melhor!). Escrito com maestria!!!
Tenho que explicar o porquê do título Vida cigana. Quando criança eu tinha vontade de ser cigana, ou artista de circo, ou índia... E agora estou vivendo as três....Hahahahaha. Eu queria saber como é que se gargalha em literatura, na boa literatura, com elegância. Já li inúmeros livros do Machadinho e não me lembro: como ele ri??? Hahahaha...hehehehe..kkkkkkkkk??? Assim eu sei que não é. Estou consultando meu modelo, aqui; ele escreve: (sorri), (com um riso demente)....Mas são peças teatrais. Teria que ter um jeito de escrever o riso, o sorriso, a gargalhada. Ajudem-me a descobrir!
Vou ter que interromper meu trabalho. Fomos convidados para almoçar. Sabem o quê?! Dobradinha! Hum! Tem gosto de início de namoro. Quando comecei a namorar o Eraldo, minha sogra, D. Adélia, fazia uma dobradinha de dar água na boca e me convidava para comer. Eu, tímida, no início do namoro, comia só um pouquinho. Ela: "Você não comeu quase nada...Por isso é que está magrinha...come mais!". E eu, com vontade de comer a panela inteira: "Não, senhora, já estou satisfeita! (???)." Bem dizia a Miss Marple: "A natureza humana não muda". Há séculos atrás, aquela escrava negra de " E o vento levou" dizia para a Scarlet: "As moça de famia num podi cumê muito, pruque num acha casamento. Os homi gosta das moça qui comi como os passarim...". E ela enchia o estômago das mocinhas, antes de irem para as festas. Hoje este costume já deve ter mudado...
Vocês sabem, queridos leitores ( como isto soa pomposo!!! ), que este blog vai se tornar um livro!!!! Oh!!! Claro que depois de revisão, organização e tudo mais... Embora eu não tenha a intenção de escrever muito organizadinho...dá uma canseira na hora de ler! Depois que comecei o curso do "Escrita Total", este jeito espetacular de redigir, percebi que escrever é como conversar, sem se preocupar, no primeiro momento, com ortografia, coesão, coerência... O meu escritor do coração, Erico Veríssimo (é sem acento, sim senhor), disse que ouviu de um famoso escritor a seguinte frase: "Seu Erico, para o bom escritor, escrever é como mijar, não precisa fazer força, sai naturalmente". No "Escrita Total" é sugerido que se tenha, no início, um escritor como modelo...Tive muitas dúvidas em escolher o meu modelo, já que tenho inúmeros escritores prediletos. Pensava e pensava: Erico Veríssimo? José Lins do Rêgo (o Rêgo dele é com acento, como o Flôres do José Carlos, meu primo rico!!! coisa de elite!!!)? Heloisa Seixas? Guimarães Rosa ( viu, Lu, até seu Guiminha entrou na escolha; quando ele diz: "...o pobrinho do ratinho..." me encanta totalmente! )? Machado de Assis ( parece-me que já é muuuiiito convencimento querer o BRUXO, o GRANDE, o MAIOR como modelo, mas...a gente tem que sonhar alto!!!)? A. J. Cronin? Esse deixei de lado. Preferi optar pelos brasileiros.
E acabei mesmo escolhendo o Eriquinho, principalmente depois de ler "Fantoches". Este seu livro foi lançado em 1932 e nas palavras do autor: "Ora, na verdade imprimiram-se 1.500 exemplares deste livro. Venderam-se uns qutrocentos e poucos...Os restantes ficaram atirados num depósito, que foi providencialmente destruído por um incêndio (casual, juram). Como os livros estivessem segurados não houve prejuízo para os editores e o autor ganhou a sua comissão sobre cada exemplar vendido, isto é, queimado...". Em 1972 os editores tiveram a simpática ideia de comemorar o quadragésimo aniversário da publicação deste primeiro livro do Erico Fantoches, produzindo dele uma edição fac-similada.
Diz o autor, no prefácio da edição atual:"Há uns vinte anos, relendo os contos que formam o presente volume, tive a sensação de ser pai de mim mesmo. Tornando a lê-los agora, vinte anos mais tarde, sinto-me como se eu fosse o meu próprio avô...Concluí que seria de algum interesse fazer, de meu próprio punho, algumas notas críticas ou simplesmentes informativas às margens destas páginas...".
Também fez ilustrações, por sinal muito engraçadas. Agora, as críticas, embora interessantes, não deixam de atrapalhar a leitura. Por exemplo: num certo conto, quando o companheiro oferece ao outro sua amizade sincera, ele escreve ao lado:"Não acredite nesse cara, que ele não presta." E quando chega o final inesperado ( nesta altura, esperado, graças ao comentário do 'Pedro Bó'), ele escreve: "Eu te falei!". Às vezes ele comenta: "Não acredito que eu escrevi isso..." Então...Isso prejudica a apreciação do autor, quando jovem. Ele critica tanto que atrapalha ele mesmo. Num outro conto, o rapaz, meio pirado, escuta uma voz de mulher, chamando-o dentro da noite. E ele: "Eu vou..." O autor escreve ao lado da página: "Não vá, menino! Aceite o conselho de quem já leu esta história!" Depois dessa, você já continua a leitura com "um pé atrás"...Mas o livro é muito interessante! Porém não chega aos pés de "O Tempo e o Vento", sua obra prima. Este, sim, é espetacular! Um verdadeiro encanto! Um dos melhores que já li ( ou o melhor!). Escrito com maestria!!!
Tenho que explicar o porquê do título Vida cigana. Quando criança eu tinha vontade de ser cigana, ou artista de circo, ou índia... E agora estou vivendo as três....Hahahahaha. Eu queria saber como é que se gargalha em literatura, na boa literatura, com elegância. Já li inúmeros livros do Machadinho e não me lembro: como ele ri??? Hahahaha...hehehehe..kkkkkkkkk??? Assim eu sei que não é. Estou consultando meu modelo, aqui; ele escreve: (sorri), (com um riso demente)....Mas são peças teatrais. Teria que ter um jeito de escrever o riso, o sorriso, a gargalhada. Ajudem-me a descobrir!
Vou ter que interromper meu trabalho. Fomos convidados para almoçar. Sabem o quê?! Dobradinha! Hum! Tem gosto de início de namoro. Quando comecei a namorar o Eraldo, minha sogra, D. Adélia, fazia uma dobradinha de dar água na boca e me convidava para comer. Eu, tímida, no início do namoro, comia só um pouquinho. Ela: "Você não comeu quase nada...Por isso é que está magrinha...come mais!". E eu, com vontade de comer a panela inteira: "Não, senhora, já estou satisfeita! (???)." Bem dizia a Miss Marple: "A natureza humana não muda". Há séculos atrás, aquela escrava negra de " E o vento levou" dizia para a Scarlet: "As moça de famia num podi cumê muito, pruque num acha casamento. Os homi gosta das moça qui comi como os passarim...". E ela enchia o estômago das mocinhas, antes de irem para as festas. Hoje este costume já deve ter mudado...
sábado, 28 de agosto de 2010
Vida cigana?!?! ( II )
Continuação da viagem: Saímos de Barra do Garças dia 12/o8/10, às 17:00h. Vale dos Sonhos ( nome lindo para uma cidade), Indianápolis ( ápolis novamente) e Nova Xavantina. Já contei as novidades de NX. Terça-feira, 17, voltamos para Barra, dormimos lá. Sairíamos cedo para Rondonópolis, mas o Eraldo percebeu que tinha perdido a carteira de documentos: "Deve ter ficado em Nova Xavantina, lá na rede, onde dormi depois do almoço...". E foi o que aconteceu. O Lúciu mandou a carteira pelo ônibus. Chegou depois das 11h. General Carneiro, Vila Paredão do Leste, onde almoçamos. Chegamos a Primavera do Leste, uma cidade muito bem organizada, limpa e próspera, uma verdadeira gracinha! Passeamos à noite pelas lindas praças. Achei interessante o nome de uma igreja: "Igreja Evangélica Assembleia de Deus da Argentina"!!!! No dia seguinte, 19/o8, paramos para ver uma geladeira a gás; o dono da loja era um índio. Tinha nas orelhas um pedaço de pau da grossura dum lápis ( lápis fino, para ser fiel à verdade...). Passamos em Alto Coité, segundo o Eraldo, uma cidade bem velhinha. Pensávamos em almoçar lá, mas cadê restaurante? O curioso é que o cemitério parece maior que a cidade! Almoçamos em Poxoréu. Nas placas da rodovia e no mapa, a gente vê Poxoréo....Mas não tem muita lógica. Toda a vida eu escrevi Poxoréu com "u". Tenho que pesquisar sobre isso.
Chegamos em Rondonópolis na quinta, 19, às 15:30h. O japonês ( Osvaldo -- a esposa dele só diz OSVALDO ) já foi olhando o trailer e descobrindo mil coisas para arrumar. O rapaz é um gênio; realmente entende do que faz. O patrão, que também é mecânico, diz: "Olha aqui, japonês, eu acho que você deve fazer assim...assim." Ele escuta quietinho, impassível; fica assim, de cabeça baixa, pensando; levanta a cabeça e diz forte e determinado: "Mas não faço de jeito nenhum essa besteira. Eu FAÇO é assim."
Chegamos em Rondonópolis na quinta, 19, às 15:30h. O japonês ( Osvaldo -- a esposa dele só diz OSVALDO ) já foi olhando o trailer e descobrindo mil coisas para arrumar. O rapaz é um gênio; realmente entende do que faz. O patrão, que também é mecânico, diz: "Olha aqui, japonês, eu acho que você deve fazer assim...assim." Ele escuta quietinho, impassível; fica assim, de cabeça baixa, pensando; levanta a cabeça e diz forte e determinado: "Mas não faço de jeito nenhum essa besteira. Eu FAÇO é assim."
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Vida cigana?!?!
POlá, queridos leitores...Há quanto tempo não escrevo nada em meu blog...Demos uma parada em nossas viagens: conserto do trailer, operação de vesícula ( com essa eu não contava de jeito nenhum! ). Mas correu tudo muito bem...
E viajamos rumo ao norte do Brasil. Paramos em Nova Xavantina para visitar o Lúciu e seus amigos. Gosto demais desta cidade: clima ótimo, gente hospitaleira, muitos índios, inclusive em frente à casa do Lúciu. Moram várias famílias em uma casa; as irmãs carregam os indiozinhos escanchados na cintura -- como a tia Lúcia carregava o tio Juca, até que os parentes começaram a implicar: "Essa menina está ficando torta de tanto andar com esse guri pesado dum lado". E a gente falava: "Lucia, põe esse menino no chão." "Ele dá muito trabalho; tenho que ficar correndo atrás". Tadinha dela! Ninguém se oferecia para cuidar do pestinha.
Os indiozinhos ficam na porta, olhando as pessoas que passam e fazendo comentários. O Sérgio, amigo do Lúciu, e que também mora na casa, contou que, quando ele passa, o indinho grita: "Olha o doido!". E a índia mãe:"Não fala assim pro homem. Tadinho dele!". Quer dizer, ela também pensa que o Sérgio é doido. Hahahahahaha....
Ficamos em Nova Xavantina uns três dias. Foi uma festa!!! Na sexta-feira o Berocan, o Márcio, o Berré e o Luzimar almoçaram conosco. Estavam de passagem para uma pescaria no Xingu. O Ivan, o Oton e o Frantchesco vinham em outro carro, mas se desviaram do caminho e rodaram 120Km na estrada errada; uma estrada q erramos certa vez, lembram? Lembra, Lu, da igrejinha: "Essa igrejinha eu já vi! ". E ñ tinha visto nada...
A casa do Lúciu tem um enorme quintal com mangueiras, cajueiros....uma rede debaixo da mangueira. Os vizinhos índios são uma graça! Fui na "mulher do chá". Ela diz o q a gente tem pelo fio de cabelo; no início pensei q era pelo chá q ficava no fundo da xícara...depoois é q entendi: ela receita os chás, vc compra se quiser. Seu pai diz q é feiticeira...Então eu fui pensando encontar uma mulher de idade, toda desajeitada, com lencinho na cabeça, tal e tal...Q surpresa! A madame é toda chique, bonita, jovem, simpática...faz a ficha pelo computador....E acertou em cima!!! Uau...eu fui por curiosidade! nào podia perder uma coisa dessa!!! ADOREI!!!
No sábado fomos ao Hotel fazenda e conhecemos o Arli, figura muuuiiiiito exótica...o Lúciu já havia contado algo sobre ele: é um travesti q se candidatou a vereador por Nova Xavantina...lembram? O slogan dele era: "É dando que se recebe!". Dizem q os vereadores entraram na justiça contra tal slogan e ele respondeu: "Tudo bem! Eu mudo...mas conto pra toda cidade quem são meus 'namorados' por aqui". Claro q ganhou a questão!!! Hehehehehehehe!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ele contou q o juiz ( huuuuummmmmm) disse:"Então vcs não entendem de Bíblia...isso é bíblico!!!". E o Arli arrematou: "Cada um interpreta como quiser". Tirei foto com ele. No final, na hora do acerto, o Lúciu perguntou se teria a saideira por conta da casa, e ele: "E o que eu vou ganhar com issssso?!?! ". Dizem os meninos q depois ele me chamou de sogra: "A sogra vai pôr nossa foto na "Globo Rural". Mandarei a foto p vcs...Coloquem o zoom e reparem no "biquinho"!!!
Vou relatar nossa viagem desde que saímos de Goiânia: Passamos por Trindade, Cesário, Firminópolis..."Posto do Tiagão". Lembrei-me de você, Tiago. São Luis de Montes Belos ( essa eu jurava que era em Minas...Não precisam rir, meus aluninhos; e nem você, primo rico...Afinal, nunca, mas NUNQUINHA mesmo tive a pretensão de ser professora de Geografia, deixo isso para a Belinha, que entende TUDO do assunto!!! Dormimos no Posto Farol: "Qualidade com bom preço". Saímos do posto às 08:50 -- barriguinha cheia, café tomado, bronzeador nas pernas, vestidinho curto "papai não gosta". Missianópolis, Israelândia...Gostaria de saber quantas cidades neste imenso Brasil com terminação em "ândia" e "ópolis". Parece que os "côcos" daqui são todos com acento!
Uma placa: "PATINHOS MATRIZES". Como diz o Guimarães Rosa, o seu Guiminha, Lu: "A memória é uma coisa interessante, inexplicável". A tal palaca me fez voltar à infância. Na fazenda. Os patinhos filhotes nadando no calabouço com sua mãezinha. E na cabeça o aviso da minha mãe: "Não olhem os patinhos que eles morrem de quebranto". E eu escondida, olhando, olhando e olhando fixamente...e os coitadinhos viravam a cabecinha para trás e ficavam imóveis, um após o outro...mortinhos da silva! Que fenômeno superinteressante! Não dá para entender...
Iporá: "Arquiamos mola"...Ué, que vem a ser isso? O Eraldo explica: A mola é torta, com o tempo vai ficando reta...aí tem que entortar, como arco...daí, arquiamos. O certo não seria "arqueamos"? Eta linguinha danada!!! Arenópolis ( não falei?), Piranhas, Pontal do Araguaia, Barra do Garças...Olha a placa: "ESQUECEU DE MIM? FAÇA O TESTE DE AIDS". Hahahahaha...essa é ótima!!!
E viajamos rumo ao norte do Brasil. Paramos em Nova Xavantina para visitar o Lúciu e seus amigos. Gosto demais desta cidade: clima ótimo, gente hospitaleira, muitos índios, inclusive em frente à casa do Lúciu. Moram várias famílias em uma casa; as irmãs carregam os indiozinhos escanchados na cintura -- como a tia Lúcia carregava o tio Juca, até que os parentes começaram a implicar: "Essa menina está ficando torta de tanto andar com esse guri pesado dum lado". E a gente falava: "Lucia, põe esse menino no chão." "Ele dá muito trabalho; tenho que ficar correndo atrás". Tadinha dela! Ninguém se oferecia para cuidar do pestinha.
Os indiozinhos ficam na porta, olhando as pessoas que passam e fazendo comentários. O Sérgio, amigo do Lúciu, e que também mora na casa, contou que, quando ele passa, o indinho grita: "Olha o doido!". E a índia mãe:"Não fala assim pro homem. Tadinho dele!". Quer dizer, ela também pensa que o Sérgio é doido. Hahahahahaha....
Ficamos em Nova Xavantina uns três dias. Foi uma festa!!! Na sexta-feira o Berocan, o Márcio, o Berré e o Luzimar almoçaram conosco. Estavam de passagem para uma pescaria no Xingu. O Ivan, o Oton e o Frantchesco vinham em outro carro, mas se desviaram do caminho e rodaram 120Km na estrada errada; uma estrada q erramos certa vez, lembram? Lembra, Lu, da igrejinha: "Essa igrejinha eu já vi! ". E ñ tinha visto nada...
A casa do Lúciu tem um enorme quintal com mangueiras, cajueiros....uma rede debaixo da mangueira. Os vizinhos índios são uma graça! Fui na "mulher do chá". Ela diz o q a gente tem pelo fio de cabelo; no início pensei q era pelo chá q ficava no fundo da xícara...depoois é q entendi: ela receita os chás, vc compra se quiser. Seu pai diz q é feiticeira...Então eu fui pensando encontar uma mulher de idade, toda desajeitada, com lencinho na cabeça, tal e tal...Q surpresa! A madame é toda chique, bonita, jovem, simpática...faz a ficha pelo computador....E acertou em cima!!! Uau...eu fui por curiosidade! nào podia perder uma coisa dessa!!! ADOREI!!!
No sábado fomos ao Hotel fazenda e conhecemos o Arli, figura muuuiiiiito exótica...o Lúciu já havia contado algo sobre ele: é um travesti q se candidatou a vereador por Nova Xavantina...lembram? O slogan dele era: "É dando que se recebe!". Dizem q os vereadores entraram na justiça contra tal slogan e ele respondeu: "Tudo bem! Eu mudo...mas conto pra toda cidade quem são meus 'namorados' por aqui". Claro q ganhou a questão!!! Hehehehehehehe!!!!!!!!!!!!!!!!
Vou relatar nossa viagem desde que saímos de Goiânia: Passamos por Trindade, Cesário, Firminópolis..."Posto do Tiagão". Lembrei-me de você, Tiago. São Luis de Montes Belos ( essa eu jurava que era em Minas...Não precisam rir, meus aluninhos; e nem você, primo rico...Afinal, nunca, mas NUNQUINHA mesmo tive a pretensão de ser professora de Geografia, deixo isso para a Belinha, que entende TUDO do assunto!!! Dormimos no Posto Farol: "Qualidade com bom preço". Saímos do posto às 08:50 -- barriguinha cheia, café tomado, bronzeador nas pernas, vestidinho curto "papai não gosta". Missianópolis, Israelândia...Gostaria de saber quantas cidades neste imenso Brasil com terminação em "ândia" e "ópolis". Parece que os "côcos" daqui são todos com acento!
Uma placa: "PATINHOS MATRIZES". Como diz o Guimarães Rosa, o seu Guiminha, Lu: "A memória é uma coisa interessante, inexplicável". A tal palaca me fez voltar à infância. Na fazenda. Os patinhos filhotes nadando no calabouço com sua mãezinha. E na cabeça o aviso da minha mãe: "Não olhem os patinhos que eles morrem de quebranto". E eu escondida, olhando, olhando e olhando fixamente...e os coitadinhos viravam a cabecinha para trás e ficavam imóveis, um após o outro...mortinhos da silva! Que fenômeno superinteressante! Não dá para entender...
Iporá: "Arquiamos mola"...Ué, que vem a ser isso? O Eraldo explica: A mola é torta, com o tempo vai ficando reta...aí tem que entortar, como arco...daí, arquiamos. O certo não seria "arqueamos"? Eta linguinha danada!!! Arenópolis ( não falei?), Piranhas, Pontal do Araguaia, Barra do Garças...Olha a placa: "ESQUECEU DE MIM? FAÇA O TESTE DE AIDS". Hahahahaha...essa é ótima!!!
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