sábado, 6 de abril de 2013

LENÇÓIS MARANHENSES -- UM SONHO???!!!


LENÇÓIS MARANHENSES -- UM SONHO?!

21 de março, quinta-feira –
Antes de começar, preciso contar uma história: Diz o prof. Edivaldo, de Escrita Total, que devemos ter um escritor que nos sirva de modelo. Depois de pensar nos meus vários preferidos, elegi a Isabel Allende como minha inspiradora. Acho-a uma escritora maravilhosa e uma mulher fantástica! Depois de ler suas memórias, então... A danada tem coragem para dar e vender, é sincera, sensível; enfim, uma lutadora. Então, lá em João Pinheiro, procurando no mapa a ilha de Chiloé, onde acontece a história de seu livro “O caderno de Maia”, pesquisamos também sobre a autora. Qual não foi meu espanto ao ver a reportagem da Isabel intitulada: “Escreva um livro medíocre”! Depois de ler, entendi. Ela diz que a melhor maneira de nunca escrever um livro é querer começar com algo excelente! Devemos começar com humildade, escrevendo algo simples; que seja um diário, mas que seja escrito. Pensando nisso – e em tudo que os amigos sempre me disseram: “Por que você não escreve um livro? Você gosta tanto de contar histórias...” Meu marido, os nossos filhos e muitas outras pessoas. Quando iniciamos nossas viagens no trailer, a Zuleika – lembra-se disso, Zu? – disse:
-- Tia, você tem que me prometer que isso vai virar livro.
E vai, Zu! Vou criar coragem. Uma coisa me preocupa: Não tenho a ousadia da Isabel no que diz respeito a contar coisas da vida dos parentes... Em suas memórias, ela diz: “O melodrama familiar continuou, por sorte, porque, senão, sobre que diabos eu ia escrever?”

Continuando nossa viagem: Saindo de Anapurus passamos em Chapadinha, Vargem Grande, Paulica. Quanto coqueiro! Inúmeras casinhas de pau-a-pique – algumas rebocadas, outras não. Leite. Ipiranga. Paramos para comprar um balainho de bacuri, uma fruta bem gostosa que não conhecíamos: é parecida com manga; a gente parte e come a polpa que cobre a semente. Ela tem uma cola que prega nos dentes e não é muito fácil de sair. Mais que da fruta, gostei do balainho que veio acompanhando. O vendedor não perde tempo; fica à beira da estrada vendendo e fazendo o balaio para colocar as frutas. ( Epa! Agora que estou relendo e corrigindo para publicar é que percebi: Cadê meu balainho??? Ficou em Belém... embaixo do tanque; lavei e deixei enxugando... Nessa hora já deve estar no lixo....kkkkkkkkkk).

Itapecuru Mirim. Santana, Pedreira, Santa Rita, São Pedro – povoados. Tive uma ideia: bem que eu poderia grafar em itálico o nome dos povoados... Vou pensar no assunto.
Bacabeira. Mudando de rodovia: Rosário, Axixá, Morros – onde paramos para dormir. Uma cidade bem diferente: as praças parecem meio fora do esquadro, as calçadas são quase inexistentes; parece ser muito antiga. Caminhamos por ruas tão engraçadas! Só que não saberia dizer o porquê da graça...

22 de março, sexta-feira – Madruguei para tentar a conexão com a Internet. Deu certo. Respondi a alguns emails e publiquei o relato da viagem no blog – do dia 11/03 até 20/03. Tomamos café e saímos com um solzinho lindo!
-- Epa! Olha a chuva... Vem de repente. Isto é Maranhão!

No entroncamento pedimos informação, compramos milho e caímos no mundo... Lindo sol! Baliza. Bom Jardim.
-- Acho que estamos em Goiás... Baliza e Bom Jardim estão bem perto lá – diz o Eraldo.
Sobradinho. Lençóis Maranhenses – Dunas e Lagoas... Barreirinhas. O guia já veio nos encontrar e, enquanto eu preparava o almoço, o Eraldo foi agendar os passeios.

Almoçamos e saímos para as dunas. Coisa maravilhosa!!!
O quanto vcs pensarem q é bom, ainda é mais; simplesmente espetacular!!! A gente vai numa toiota, com cadeiras em cima; a bichinha vai pulando no meio do areão... Tem hora q vc pensa q vai tombar. Ainda bem que o casal que estava ao meu lado era meio destrambelhado para gargalhar, senão eu ia ficar sem graça de morrer de rir sozinha. Nunca vi coisa tão legal! Parece montanha russa, mas dura muuuuiiiito tempo... Amanhã iremos passear de barco. Acho que nem vou conseguir dormir só de relembrar as emoções. E também caminhamos mais ou menos uma hora subindo e descendo as enormes dunas e ainda tomamos banho nas lagoas. Foi bom demais!!! Contarei com mais detalhes no blog. (Essa parte copiei do email....kkkkk...é o pouco tempo....)
À noite estávamos pregadíssimos. Caímos na cama e foi aquele sonão...

23 de março, sábado – Saímos cedo para o passeio no Rio Preguiças. Chegamos animadíssimos ao porto! E não é que a chuva veio forte? “Ah! Não! Será que o passeio vai gorar?!” Chega o guia e nos entrega os coletes. – Logo que a chuva parar, sairemos.
Oba! Oba! Saímos ainda com chuva... Logo, logo apareceu um lindo sol. Que passeio! Paramos na Ilha do Farol, isto é, Ilha das Vassouras; depois na Ilha dos Macacos... Linda, linda! E muito interessante! Eu, então, que adoro macacos, amei, amei! Os macaquinhos ficam por ali, ao seu redor, pulando e brincando. O rapaz da lanchonete alertou:
-- Cuidem do refrigerante, senão eles pegam e bebem...
-- Mas é isso que eu estou querendo!
-- Não, dona; eles fazem muita bagunça...
Que graça! Eu ficaria ali o dia inteiro, olhando aqueles bichinhos que parecem tanto com gente. Tiramos várias fotos. Eu até filmei um pequenininho, comendo banana e raspando a casca com aqueles dentinhos tão pequenos... O guia nos disse que havia um macaquinho que era um terror: abria as garrafas de água, as latas de cerveja, mexia em todas as coisas. Os donos das barracas tinham que fechar tudo:
-- Vocês precisavam ver, parecia gente! – disse ele. Depois sumiu.
Será que alguém deu fim no bichinho?

Nem acredito que hoje, 03/03/2013, madruguei (antes de 07:00h) para adiantar o blog que está atrasadíssimo... Essa vida corrida é uma coisa! Tenho que fazer do jeito que a Zuleika gosta, escrever só o essencial.

Voltando a 23 de março:
A Ilha de Caburé é linda também; e tende a desaparecer. As dunas mudam de lugar e o mar avança cada vez mais. Anos atrás a pessoa levava trinta minutos para sair do rio, atravessar as dunas e chegar ao mar; hoje faz isso em cinco minutos.
Encomendamos o almoço e fomos tomar banho no mar, depois no rio. Após o almoço, rede!!! Há um barracão cheinho de redes para o descanso!
Nem sei avaliar qual passeio foi melhor, se o de ontem ou o de hoje...

Saímos de Barreirinha às 16:20h; teremos que voltar até --------------.
Sobradinho. Plantação de Bacuri. Como é bom voltar na mesma estrada! Na ida não percebemos essa plantação, nem conhecíamos a árvore. Morros. Dormimos cedo e cansados de subir os 160 degraus do farol.

24 de março, domingo – Saímos de Morros às 08:10h (eta madrugada!). Passamos novamente por Axixá, Rosário, Bacabeira, Rancho Papolco, São José, Santa Rita. Chegamos à entrada de Itapecuru Mirim. Nem sei porque me lembrei do livro “Menina Isabel” e da Dalva...

Pegando nova estrada, BR-135, em outro sentido. Em Colombo comprei um cuscuz saborosíssimo, o verdadeiro cuscuz baiano, era assim que a vó Anália fazia. O Eraldo não gostou:
-- Não tem queijo.
-- Cuscuz nunca teve queijo, isso é invenção de goianos; o queijo tira o sabor do milho.
Viu, dona Pite? Aprenda!
Miranda do Norte. Mudando para BR-222: Damata, Bamburral, Arari, Vitória do Mearim... Passamos por muitos povoados e feirinhas; bem arrumadinhos, mas sem nome... São Vicente, Igarapé do Meio. Agora BR-316: Santa Inês. Paramos para almoçar, já tarde. A dona Mariana veio nos servir:
-- Só tenho carne de sol; hoje é o dia da preguiça das mulheres... Serve carne de sol?
Pela toada da dona Mariana pensei que fosse demorar um tempão... Voltei para o trailer e me deitei; é que eu estava numa moleza... Logo, logo o Eraldo veio me chamar. E o almoço estava uma delícia; a carne seca, então... huuummm!!!
-- Dona Mariana, o que é capote e sarrabulho? Que pratos são estes?
-- Ah, minha filha, capote é galinha d’angola e sarrabulho... huuummmm é muito gostoso... é fígado de porco picado bem miudinho e refogado; é muito saboroso!!!
Perguntei quantos quilômetros tinha até Belém.
-- Quando a estrada era quebrada (???) tinha 530, agora que foi arrumada dizem que diminuiu 30, então tem 500 km.
Aí eu fiquei bem danada:
-- Eraldo, nós vamos passar pertinho de Belém e não vamos visitar os meninos??? Não tem lógica!
-- Não é só isso, não... A dona Mariana está enganada. Daqui a Belém tem quase 900 km...
Chuva, chuva, chuva... Bom Jardim, Zé Doca, Araguanã, Nova Olinda, Santa Luzia, Presidente Médice, Maranhãozinho, Gov. Nunes Freire, Rio Maracaçumé: coisa inédita! Arquibancadas na margem do rio!

Cerca de urubus: Que graça! Em cada pau da cerca, um urubu quietinho lá, parecendo uma estátua... Aquele tantão de urubu...
Paramos num posto a 1km de Gurupi. Caminhamos bastante e, já que era domingo, tomei uma cervejinha. O Eraldo não achou uma marca conhecida, comprou da que tinha... No outro dia é que constatei que era marca ruim...

Como hoje, 06/04/13, a internet está rápida, vou publicar essa parte no blog. Aguardem a próxima postagem sobre “Pará dos meus amores!!!” e a viagem a Belém que foi cheinha de peripécias...Não percam!!!!