Nossa! Cada dia eu aprendo mais...desde ontem estou tentando aumentar esta tela, que estava só uma janelinha deste tamaninho, e agora achei!!! É só apertar ctrl +...rererere...
Vocês sabem, queridos leitores ( como isto soa pomposo!!! ), que este blog vai se tornar um livro!!!! Oh!!! Claro que depois de revisão, organização e tudo mais... Embora eu não tenha a intenção de escrever muito organizadinho...dá uma canseira na hora de ler! Depois que comecei o curso do "Escrita Total", este jeito espetacular de redigir, percebi que escrever é como conversar, sem se preocupar, no primeiro momento, com ortografia, coesão, coerência... O meu escritor do coração, Erico Veríssimo (é sem acento, sim senhor), disse que ouviu de um famoso escritor a seguinte frase: "Seu Erico, para o bom escritor, escrever é como mijar, não precisa fazer força, sai naturalmente". No "Escrita Total" é sugerido que se tenha, no início, um escritor como modelo...Tive muitas dúvidas em escolher o meu modelo, já que tenho inúmeros escritores prediletos. Pensava e pensava: Erico Veríssimo? José Lins do Rêgo (o Rêgo dele é com acento, como o Flôres do José Carlos, meu primo rico!!! coisa de elite!!!)? Heloisa Seixas? Guimarães Rosa ( viu, Lu, até seu Guiminha entrou na escolha; quando ele diz: "...o pobrinho do ratinho..." me encanta totalmente! )? Machado de Assis ( parece-me que já é muuuiiito convencimento querer o BRUXO, o GRANDE, o MAIOR como modelo, mas...a gente tem que sonhar alto!!!)? A. J. Cronin? Esse deixei de lado. Preferi optar pelos brasileiros.
E acabei mesmo escolhendo o Eriquinho, principalmente depois de ler "Fantoches". Este seu livro foi lançado em 1932 e nas palavras do autor: "Ora, na verdade imprimiram-se 1.500 exemplares deste livro. Venderam-se uns qutrocentos e poucos...Os restantes ficaram atirados num depósito, que foi providencialmente destruído por um incêndio (casual, juram). Como os livros estivessem segurados não houve prejuízo para os editores e o autor ganhou a sua comissão sobre cada exemplar vendido, isto é, queimado...". Em 1972 os editores tiveram a simpática ideia de comemorar o quadragésimo aniversário da publicação deste primeiro livro do Erico Fantoches, produzindo dele uma edição fac-similada.
Diz o autor, no prefácio da edição atual:"Há uns vinte anos, relendo os contos que formam o presente volume, tive a sensação de ser pai de mim mesmo. Tornando a lê-los agora, vinte anos mais tarde, sinto-me como se eu fosse o meu próprio avô...Concluí que seria de algum interesse fazer, de meu próprio punho, algumas notas críticas ou simplesmentes informativas às margens destas páginas...".
Também fez ilustrações, por sinal muito engraçadas. Agora, as críticas, embora interessantes, não deixam de atrapalhar a leitura. Por exemplo: num certo conto, quando o companheiro oferece ao outro sua amizade sincera, ele escreve ao lado:"Não acredite nesse cara, que ele não presta." E quando chega o final inesperado ( nesta altura, esperado, graças ao comentário do 'Pedro Bó'), ele escreve: "Eu te falei!". Às vezes ele comenta: "Não acredito que eu escrevi isso..." Então...Isso prejudica a apreciação do autor, quando jovem. Ele critica tanto que atrapalha ele mesmo. Num outro conto, o rapaz, meio pirado, escuta uma voz de mulher, chamando-o dentro da noite. E ele: "Eu vou..." O autor escreve ao lado da página: "Não vá, menino! Aceite o conselho de quem já leu esta história!" Depois dessa, você já continua a leitura com "um pé atrás"...Mas o livro é muito interessante! Porém não chega aos pés de "O Tempo e o Vento", sua obra prima. Este, sim, é espetacular! Um verdadeiro encanto! Um dos melhores que já li ( ou o melhor!). Escrito com maestria!!!
Tenho que explicar o porquê do título Vida cigana. Quando criança eu tinha vontade de ser cigana, ou artista de circo, ou índia... E agora estou vivendo as três....Hahahahaha. Eu queria saber como é que se gargalha em literatura, na boa literatura, com elegância. Já li inúmeros livros do Machadinho e não me lembro: como ele ri??? Hahahaha...hehehehe..kkkkkkkkk??? Assim eu sei que não é. Estou consultando meu modelo, aqui; ele escreve: (sorri), (com um riso demente)....Mas são peças teatrais. Teria que ter um jeito de escrever o riso, o sorriso, a gargalhada. Ajudem-me a descobrir!
Vou ter que interromper meu trabalho. Fomos convidados para almoçar. Sabem o quê?! Dobradinha! Hum! Tem gosto de início de namoro. Quando comecei a namorar o Eraldo, minha sogra, D. Adélia, fazia uma dobradinha de dar água na boca e me convidava para comer. Eu, tímida, no início do namoro, comia só um pouquinho. Ela: "Você não comeu quase nada...Por isso é que está magrinha...come mais!". E eu, com vontade de comer a panela inteira: "Não, senhora, já estou satisfeita! (???)." Bem dizia a Miss Marple: "A natureza humana não muda". Há séculos atrás, aquela escrava negra de " E o vento levou" dizia para a Scarlet: "As moça de famia num podi cumê muito, pruque num acha casamento. Os homi gosta das moça qui comi como os passarim...". E ela enchia o estômago das mocinhas, antes de irem para as festas. Hoje este costume já deve ter mudado...
domingo, 29 de agosto de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Sogrinha, só a senhora mesmo para ter essas vontades: ser cigana, artista de circo ou índia, kkkk (ou gargalhadas literárias). Que bom que tem esse blog para nós sabermos um pouco mais como está sendo a experiência. Bjo.
ResponderExcluir