JOÃO RICO: UM SÁBIO PESCADOR
11 de março, segunda-feira – Em nossa
caminhada às vezes vemos pessoas nas calçadas conversando. Mas ontem foi
interessante. Uma turma de mulheres fazendo tricô ou crochê, nunca aprendi a
diferença. Lembramo-nos de quem? De quem??? Das Egídias, lógico! Geralmente
onde elas estão, as mãozinhas sempre ocupadas com linhas e agulhas... ou
esmalte e lixa.
Fomos à feira, compramos beiju, tomamos café e saímos de
Pindobaçu às 09:30h; o tempo aqui parece passar mais devagar... Ah, a Mariza
pesquisou e descobriu a origem do nome da cidade. É indígena: pindoba –
palmeira; assu – grande. Antes era grafado assim Pindobassu, depois colocaram a
cedilha. Por aqui há muitas palmeiras.
Antônio Gonçalves: A entrada da cidade é muito bonita, uma
estrada entre palmeiras. Senhor do Bonfim, Catuni, Jaguarari – muito bonita.
Juacema. Rio Olhos D’água (sem água). Estamos na BR-407. A
vegetação mudou, mais seca, caatinga, muitos cactos.
Massaroca (no mapa é com cedilha). Passamos por vários rios:
Umburana, Campeiro, Serrote Grande, Recreio... Todos secos.
Carnaíba, Juazeiro – cidade grande e antiga. Atravessamos o
Velho Chico, sempre manso, manso, e estamos em Petrolina – Pernambuco. Tchau Bahia! Nem vou chorar; voltaremos breve, menos de
um mês.
Paramos para dormir em Petrolina e fizemos caminhada numa pista
maravilhosa: um tantão de gente caminhando... Eu caminhava, corria e me coçava,
maldizendo as muriçocas. Lá pras tantas, desconfiei que aquilo podia ser
alergia... coçava demais. Paramos numa farmácia, compramos um antialérgico
conhecido e uma pomada.
Como evito o máximo tomar remédios, tomei banho e passei a
pomada. Valeu bastante. Ao me deitar, percebi que a coceira tinha tomado o
corpo inteiro, até o couro cabeludo coçava, uma coceira de desespero. Tomei o
antialérgico... Aí uma luzinha se acendeu no meu cérebro: “Dengue”. Dengue?!
Não, não, não!!! Eu não mereço; é a terceira vez que pego essa doença terrível.
Lembrei-me da Isabel Allende, em seu livro de memórias: “Por que, quando
acontece uma desgraça, pensamos que não a merecemos? Não somos melhores que
ninguém; se outras pessoas passam por contratempos, nós também podemos passar.”
Raciocinei assim: “Tanta gente nunca teve dengue, nem uma vezinha... e eu...
três vezes? É cruel! Ninguém merece”.
12 de março, terça-feira – Ligo
para a Lúcia e peço segredo: “Lúcia, não conte para ninguém, quando ficar boa,
eu conto. Estou ligando para saber que remédio o Danilo está tomando (É... o
danadinho estava com dengue) e o que ele passa nas coceiras...”
-- Pode tomar tylenol e dipirona. Nas coceiras ele passa
arnica, disse a Lúcia.
O Eraldo tem uma arnica no óleo não sei de quê... Se
precisar, eu passo.
Lembrei-me da Patty e do Lúciu que tiveram dengue ao mesmo
tempo. Eu perguntei, alarmada:
-- Patty, como vocês se arrumaram?
--O que estava melhor cuidava do outro.
A Eni também teve dengue e se curou sozinha. Eu tenho um
marido forte e dedicado para cuidar de mim.
Doença ingrata: derruba sua vontade e sua energia. O Eraldo
queria que eu fosse ao médico. Nem, nem mesmo! Eu já conheço essa danada. É só
aguentar a dor, coçar... coçar... coçar... e fazer repouso (e eu correndo
ontem).
Atravessando o Velho Chico. Juazeiro. Bahia novamente!
Pensando no tal repouso fui me deitar: “Se passar alguma coisa bonita, buzina
que eu me levanto.” Um trevo sem placa nenhuma; o jeito é ir no chute. Epa!
Parece que estamos voltando... E estamos; a estrada que no mapa constava
asfaltada é puro chão... e longa...
-- Era asfalto,
dona; mas arrancou tudo; agora tá assim...
Penso que estou iniciando uma nova década da minha vida no
lugar certo. Aqui as pessoas lutam contra a adversidade e continuas serenas e
bondosas. E com elas a gente aprende a priorizar o que é realmente importante
na vida: amor, saúde, família, amizade, fé.
Sobradinho. Paramos para almoçar em frente ao “Cemitério
Campo das Flores”; só essa é que faltava... Os meninos da casa em frente vêm
nos visitar. A mocinha tira fotos.
-- Minha mãe mandou perguntar se vocês gostam de limão. Então
vou pegar.
Volta com limõezinhos galegos fresquinhos! Delícia!
Represa de Sobradinho: Grande, grande, graaande! Maior lago
artificial da América Latina! Ahhhh! Agora vi
a tal da eclusa (elevador de navio). Lembra-se, Aline, de quando você achou uma
figura disso na internet?
Associação ACRIPEIXESS. Criação de peixes. Paramos para
conversar com os barqueiros. O senhor, muito gentil, colocou-nos no barco e foi
dar comida aos peixes. Amamos o passeio! Inúmeras garças:
-- Tira foto das garças, Eraldo... Que coisa linda!
-- Elas me dão muito trabalho; às vezes tenho que espantar a
tiros... Uma peste, dona, dá um prejuízo danado! Comem os olhos dos peixes –
diz o barqueiro.
Realmente, havia muitos peixinhos boiando nos tanques.
Chão... Paramos para nos informar:
-- É um trecho pequeno de chão, dona. Mas tá boinha assim.
Santana do Sobrado, Casa Nova: Parece ser uma cidade
planejada, mas não é.
O pior dessa dengue não é mesmo a coceira, é o repouso
forçado e as lindas paisagens passando, passando...
Essa noite do dia 12 de março ficou gravada em minha mente
como “a noite da coceira”... Um horror! Me lambuzei toda com o tal óleo de
arnica (viu, Lu, já começo frase com pronome oblíquo – coisa horrorosa!). Coçava
tanto, tanto, que queimava... Molhei uma toalha e me deitei em cima. Melhorou.
Então a coceira foi subindo para o pescoço, o rosto. Acendi a luz e me olhei no
espelho. Nossa! Estava todinha empolada. Até a testa; aqueles vergões
vermelhos. Alergia, pensei, só pode ser. Por que não fui ao hospital? Tomei o
antialérgico; deitei-me e dormi quase imediatamente.
13 de março, quarta-feira –
Levantei-me e fui direto ao espelho olhar a coceira; não havia quase nada...
Que remédio poderoso! Histamin (maleato de dexclorfeniramina, 2mg). E agora?
Alergia de quê? De diferente, comi castanha de coquinho, cogumelo (no
strogonof)...
Ah... e comi um frango assado, com um sabor meio esquisito,
achei amargoso. Pode ser algum tempero diferente. Só sei que a castanha do
coquinho, que eu tanto desejei... o Eraldo está comendo sozinho; não tive mais
coragem de colocá-la na boca, o que é uma pena... Vocês se lembram, minhas
irmãs, de quando o papai quebrava cocos para comermos a castanha? Coitado,
aquele tanto de filhos, ali esperando, e ele, pac, pac, pac... e nunca
conseguia encher nossas barrigas.
Lembrei-me da Flora, que era alérgica a castanha do Pará; do
Tiago, alérgico a camarão... Tenho que descobrir.
Ih, tenho que ligar para a Lúcia e contar que a dengue era
alergia. Uma delícia viajar sem coceira! Acho que ainda não tinha acontecido de
viajarmos tanto tempo sem povoados, 75 km. Um barzinho solitário: “Lanchonete
Rancho Alegre” – não é tão despovoado assim.
E não é que almoçamos quase em frente ao cemitério – de
novo?! E sem percebermos. Somente ao sairmos é que vimos o cemiteriozinho.
Barragem do Caminho, BR-235; Caraíbas: “Bode assado na prata”
(???); Marcos; Remanso. Vamos para Pilão Arcado; queremos ver onde acaba esta
estrada. Ainda tem Passagem, bem no finzinho...Estamos na BA-752.
Pilão Arcado: A chegada é linda! Uma avenida bem larga, com
bancos no centro, toda arborizada. Assim era o projeto inicial da Avenida
Jardim em Mineiros, mas gorou.
Iremos para Passagem, à beira do São Francisco e, pelo jeito,
ponto final desta rodovia.
Já em Passagem fomos à Vila dos Pescadores, onde conhecemos
uma figura de gente que estava construindo uma peça de barco. O homem veio lá
de cima com um parafuso gigante na mão. O seu colega disse, admirado:
-- Eh, João Rico, e não é que fez a peça? Tu faz tudo, João!
Tu tinha que ser rico mesmo, não só no nome...
-- Sou rico de saúde e liberdade, homem! Quero mais o quê?!
É isso aí, João!!! Falou pouco e falou tudo!
-- Tenho um cunhado em Rio Verde, de Goiás -- disse o João. É
o Zé do Rio.
Depois de muita prosa voltamos e dormimos em Pilão Arcado,
cidade com mais de 200 anos.
14 de março, quinta-feira – Saímos
de Pilão Arcado rumo a São Lourenço, no Piauí. No trevo antes de Remanso
pegamos a BR-324. Um asfalto terrivelmente esburacado... Passou um ônibus;
pedimos informação. São mais de 70 km assim, rodando a menos de 10 km por hora.
Não compensa. Meia volta, volver... Voltando, acho que até Petrolina. É que
você sempre diz, Lúciu: “O bom das viagens são os imprevistos... É disso que a
gente se lembra...” Penso que entraremos mo Piauí por outras bandas...
Remanso, Caraíbas. Temos que ir bem devagar: bodes na
rodovia... hehehehehe..., Barragem, Casa Nova; atravessando o São Francisco,
isto é, um braço da represa. Santana do Sobrado. Divisa Bahia - Pernanbuco; até
já Bahia!
Petrolina – PE. Já ia dizer que nunca caminhamos no mesmo
lugar; hoje, sim: dormimos no mesmo posto e caminhamos no mesmíssimo lugar –
até agora, a melhor pista de caminhada.
Achei muito engraçado o jeito que o rapaz disse para o
colega: “Vai num pé e volta no mermo”. Eu conhecia: “Vai num pé e volta no
outro”. Como é que se volta no mesmo??? Saci Pererê?
15 de março, sexta-feira – Saímos
de Petrolina e pegamos a BR-407, rumo ao Piauí. Bodes e carneiros em plena
pista. Pau-Ferro, Rajada, Arizona, Afrânio. DIVISA PERNAMBUCO
– PIAUÍ. “Bem - vindo ao Piauí”. Riacho do Alecrim, Riacho Lua Nova, tudo seco.
Jipoca. Na vegetação predomina a caatinga. Rodovia excelente
e bem cuidada; de vez em quando, a placa: “Trecho em obras”. Acauã, rio do
Canindé (um pouquinho de água no fundo), Paulistana, Jacobina do Piauí, Patos.
Um rapaz conta:
-- Tem um homem ali que está dando os bichos, senão vai
morrer tudo de sede... Só que ninguém quer; não tem nada pros bichos comer...
Está chovendo!!! Que cheiro bom de terra molhada! Nessa hora
tenho vontade de comer terra; não pode ser tão ruim, uma coisa que cheira tão
bem. Croazal. Muitas plantações de caju. Jaicós – boa caminhada em Jaicós; as
pessoas, gentis, respondem ao seu cumprimento:
-- Boooa noite! Tudo de bom!
-- Tudo de bom para você também!
Chegando ao trailer não pude deixar de correr para pegar a
máquina e fotografar os restos mortais dos tênis do Eraldo. Não é de ver que,
antes de jogá-los fora, ele tirou TODOS os pedacinhos aproveitáveis?! E mais:
depois que comprou os tênis novos ainda caminhou vários dias com os velhos. No
dia em que comprou os novos e o vi calçar os cacarecos, perguntei, espantada,
por que não usava os outros... E ele:
-- Tenho que acabar com os velhos primeiro.
16 de março, sábado – Dormimos em Jaicós. O
pessoal do posto, gentilíssimo:
-- Fiquem mais. A casa é de vocês!
A mocinha da lanchonete
foi ver nossa casa. Uma graça de pessoa. Gosto muitíssimo de conhecer pessoas
diferentes; cada uma acrescenta algo a minha vida. Contou sobre seus filhos:
-- Meu filho já tinha oito anos; e aí veio uma nenenzinha
inesperada. Estou ficando quase maluca!
Ah, se não fossem os bebês inesperados... Eles viram a vida
das pessoas de cabeça para baixo, mas acrescentam tanto à vida dos pais e
familiares!
Geminiano. Tudo seco por aqui; a gente viaja com um nó na
garganta. Lembrava-me o tempo todo daqueles livros que li sobre a seca: “Vidas
Secas”, “Barro Blanco”... Pensa-se, às vezes, que os autores aumentam a
tragédia. Jegues mortos ao lado da rodovia; montes de urubus; e os animais
vivos magrinhos, magrinhos!
Picos: Cidade grande com o comércio bem variado. Almoçamos no
Posto Avelino. Curral. Paramos para comprar castanha de caju – saborosíssima!
Nunca vi tanta castanha. Lago dos Félix, Ipiranga do Piauí, Inhuma. A vegetação
mudou completamente: tudo verde, verde, verdíssimo!
Olha a chuva! Cheirinho de terra molhada! Valença do Piauí;
tivemos que parar por causa da chuva forte com ventania.
Paramos em Elesbão Veloso para o pouso já taaaarde (18:15 h)
e ainda fizemos nossa caminhada pela cidade.
17 de março, domingo – Saímos de Elesbão Veloso
às 09h50min. (O Word está falando que é assim que se escreve hora...)
Palmeiras, palmeiras e mais palmeiras... Lindas paisagens. Como eu gosto de
viajar, assim devagar... Melhor que de trailer, só a pé mesmo: você vê cada
florzinha, cada formiguinha da estrada.
Mocambo. Passagem Franca do Piauí. Barro Duro. Paramos para
comprar bananas e bolo de puba. Eu queria um bolo de leite; comprei dele na
outra cidade – hummm, parece mais um pudim! Pedi a receita, mas a dona não
sabia a quantidade dos ingredientes; só disse que leva trigo, ovos, leite,
açúcar e margarina; enfatizou que é sem
fermento e que a massa fica bem ralinha. Deve ser parecido com o bom-bocado
de fubá. Até hoje estou procurando pelo tal bolo, mas não consegui encontrar:
“Tinha, dona, acabou”. Será que ganharei uns quilinhos aqui, nesse nordeste de
comida gostosa?!
Estaca Zero, Baixa Grande, Monsenhor Gil, Lagoa do Piauí,
Demerval Lobão. Almoçamos em Teresina. Deixamos a BR-316 e pegamos a BR-343.
Atravessando o Rio Parnaíba. Altos, Monte Belo. Cruzinhas à beira da estrada;
quantos mortinhos! Que pena!
Em Campo Maior paramos para dormir. Antes de irmos ao posto,
fomos procurar uma igreja. Participei da missa às 17:00h. Gostei muito da
homilia do Padre Mateus. Saí da igreja com chuva; é muito gostoso tomar chuva
por aqui! Fomos comprar bolo para o café: “Tinha de goma, mas acabou”. Só que
era de sal. Me deu uma “gana” de experimentar bolo de goma salgado! (Tá vendo,
Lu? O Word sublinhou de verde o “Me deu”; mandou colocar “Deu-me”...)
hehehehhehhehe...
18 de março, segunda-feira –
Madruguei (06h30min + ou -) para adiantar o blog que está atrasadíssimo... Ando
tão ocupada!
Ainda na BR-343. Neste Nordeste, se chovesse, seria o
paraíso. As pessoas daqui são coisa fina, finíssima: educação, gentileza e
disponibilidade estão em primeiro lugar, sem dúvida!
Na saída de Campo Maior notamos uma vegetação bem variada:
árvores, arbustos, coqueiros, cactos e aquelas plantas da folha dura, espetada
assim... parecendo a coroa do abacaxi.
Cocal de Telha: no mapa parecia bem maior. Capitão de Campo.
Cadê loteria? Cadê? Fechada. Faltou energia. Piripiri: casas populares que não
acabam mais... Brasileira. Piracuruca. Rio Piracuruca – esse tem água! Paramos
para o almoço e a sesta. O Eraldo foi à loteria e ao Banco; voltou na chuva.
Catacumbas à beira da rodovia?! Nunca vi, digo, nunca havia visto. Muitas
cruzes também; lembrei-me do Peru.
Buritti dos Lopes. Paramos para o pouso em Parnaíba. Chuva,
chuva, chuva...
19 de março, terça-feira -- Choveu
bastante à noite. Tomamos café bem tarde e fomos para a praia na maior chuva. Luiz
Correia. (Luiz com s ou com z? Vê-se das duas maneiras). Fica à beira da praia.
Chuva... chuva... chuva... Almoçamos na barraquinha à beira do mar e esperamos
o sol... Mas, nada!
E não é que tinha uns gatos pingados tomando banho?
Lembramo-nos de Ubatuba em São Paulo. Para mim e os meninos, a primeira vez na
praia... E chuva, chuva, chuva... E a gente no mar, na maior alegria. E não
éramos os únicos! O Eraldo dizia:
-- Pode fazer uma pesquisa. Todos lá são do interior.
Que praia maravilhosa! Ficamos numa pequena casa e meu marido
disse para os meninos:
-- Agora nós vamos cuidar da casa e sua mãe vai ler e descansar.
Eta vida booooaaa!!!
Como esquecer?!
Saímos da praia enxutinhos... O rapaz da barraca disse que
até ontem o sol estava forte. A chuva começou na noite passada. Vamos para o
Maranhão à procura do sol.
Parnaíba. DIVISA PIAUÍ – MARANHÃO. Pirangi. Paramos em Placa
de Araioses para dormir.
20 de março, quarta-feira -- Nem
acredito que acordei no Maranhão! Sempre tive vontade de passar uns dias nesse
Estado que acho tão lindo! Saímos à procura de praia. Novo Horizonte,
Limoeiro... O sol está lindo, lindo! Cana Brava. Começou um ventinho de
chuva... Ai, ai, ai, ai, ai... e surgiram umas nuvens escuras. Placa: “Delta
das Américas. Belezas naturais”. Ei! Passou por nós um cara com a espingarda na
mão e o veado nas costas.
Muitas roças de toco – plantando ou recém-plantadas. Barro
Duro. Tutóia (esse acento caiu, mas deve-se preservar o nome da cidade). E o
sol lindão!!! Aqui tem praia. Tão deserta que até pensamos se seria própria
para banho... O pescador esclareceu:
-- Podem tomar banho, sim; o mar está calmo. O povo daqui é
que prefere o interior, os rios. Nós, que vivemos aqui, já estamos muito
salitrados.
O mar estava uma delícia! Aproveitamos bastante; tiramos a
barriga da miséria quanto à água salgada. Mas a praia era bem feinha.
Almoçamos e partimos. Voltando... A estrada para a outra
praia, que dizem ser muito boa, não dá de passar; temos que dar uma enorme
volta. Barro Duro, Cana Brava; mudando de estrada: São Raimundo, São Bernardo.
Que linda a avenida de entrada! Os postes imitam pássaros voando; as lâmpadas
ficam nas asas. Deve ser um espetáculo à noite! Santa Quitéria, Brejo, São João
dos Pilão (é assim mesmo na placa: “dos
Pilão”).
-- Quanta vasilha de barro! A Valéria ia ficar maluca...
Mas o Eraldo acaba com meu entusiasmo:
-- Não tem nada de barro aí; é tudo madeira.
E é mesmo... É isso que quer dizer o nome: Pilão de socar.
Kkkkkkkk...
Palestina, Água Rica. Paramos em Anapurus para o pouso. Nem vimos
a cidade; chegamos bem tarde. Como não deu para acessar a internet, aproveitei
para colocar o blog em dia. E, parabéns para mim,
COLOQUEI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Está a – tu – a – li – za – do!
Agora é esperar a internet para publicar. Beijos para vocês!
Nenhum comentário:
Postar um comentário