BAHIA
DE TODOS NÓS! AH... BAHIA!!!
Dormimos
num ótimo posto chamado Mocambo. Saímos e passamos por Mocambinho.
17
de fevereiro – Domingo – Saída
de Mocambinho. Horário novo, que delícia!
Transposição
das águas do São Francisco – não a do Lula. Mas é uma coisa grandiosa!
Plantações e mais plantações irrigadas... peixes pulando nas represas e o povo
pra lá de feliz! O Velho Chico deve estar muito contente, gerando tanta
abundância... é como se fossem seus netinhos!
Seguindo,
passamos por Jaíba, Verdelândia, Janaúba. Paramos embaixo de uma enorme
gameleira; logo fizemos inúmeros amigos. A Tânia e seu esposo nos levaram para
sua casa. Tomamos banho e fomos dormir no trailer que estava bem guardadinho no
terreno do seu Jorge, pai da Tânia. Uma figura, o seu Jorge, contador de
histórias; e cada história! Entre outras, contou a da melancia... Só que não
posso contar aqui porque é segredo para alguém... Hum... mando por email...
18
de fevereiro -- segunda-feira – Fomos para a casa da Tânia; ela nos mostrou seu quintal, quase um
sítio: criação de galinhas, pé de seriguela, mangueiras e muito mais. As
meninas, suas filhas, a Laísa e a Letícia (Lê), uns amores, até subiram na
escada a fim de pedir seriguela para a vizinha. O Josué também subiu e pegou um
monte. Tiramos fotos e, já com saudade, nos despedimos. Que povo bom!
Voltaremos um dia!
Antes de
sair, tomei mais um cafezinho. Que delícia de café, o da Maria José e do seu
João, pais do Célio; lembrei-me da tia Naíde: é de estalar os beiços!
10:30h –
Porteirinha. Bem maior do que eu esperava; o “inha” me enganou...
hehehhehhee...
Hoje sim,
28 de fevereiro de 2013, madruguei para adiantar um pouco o blog: 06:39h!!!
Estrada
de chão, costela de vaca. Pronto, já escrevi um nome, deve ser de algum
povoado, que não consigo ler: Faisinha?! Sei lá... Entramos nesta estrada às
11:35h; passamos por Paciência – combina bem com a estrada --, Mocambinho (o
segundo) e chegamos ao asfalto às 13:13h... Renatinha, Renatinha, e você disse
que fez este percurso em meia hora? Voou?!
-- Não,
disse o Eraldo, em carro pequeno é outra coisa...
Riacho
dos Machados. Pequi??? Vamos pegar. Voltei com as pernas todas arranhadas...
parece que nunca vi pequi na vida! Caveira (que nome!); paramos para fazer
almoço. Água Branca, Vacaria. Outra graaande serra! Rio Vacaria, Salinas – um
tantão de gente caminhando. Paramos no pouso e fomos caminhar também.
19
de fevereiro, terça-feira – Saímos
de Salinas às 08:30h ( eita madrugada!). Rio Cana Brava, Rubelita: Tem um
segredo aqui, as casas grandes e bonitas não combinam com o tamainho da
cidade... Ah, bom, tem mais cidade para lá; aqui deve ser o setor nobre.
Coronel Murta, Ribeirão São José ( seco ), Rio Araçuaí. Paramos em Araçuaí para
fazer almoço: arroz, macarronada, pequi e moranga – cardápio bem variado!
Sobremesa: doce de pequi, que eu nem provei, não acho que pequi combina com
açúcar.
Itinga:
muito bonita, cheia de morros; Pasmado, Pasmadinho.
-- Quanta
coisa de barro! A Valéria ia ficar encantada!
Rio
Jequitinhonha. Dormimos em Jequitinhonha – cidade.
20
de fevereiro, quarta-feira – Passamos por Guaranilândia ( mais um) e paramos em Almenara. Depois de
Almenara... chão... chão... chão... costela de vaca. Jacinto. Que ponte
horrorosa de madeira, já passamos em outras assim, você pensa que vai cair...
Ui! Que gracinha a cidade de Jacinto. Eles aproveitam cada árvore para colocar
banquinhos embaixo. E as pessoas são muito carinhosas – como em todos os
lugares pelos quais passamos. Dá vontade de morar um tempo em cada cidade ou
lugarejo para conhecer melhor os moradores.
21 de
fevereiro, quinta-feira – Saída de Jacinto... Chão, chão, chão... Oba! Oba!
Oba! A estrada melhorou, 20km por hora, antes parece que estávamos a 5km; a
gente aprecia TODA a paisagem, nada passa despercebido! Hahaha, amei a placa:
“Velocidade máxima: 40km” (?!). Cooomo??? Ponte de madeira outra vez? Parece
podrinha, podrinha... Será que não cai??? Ufa!!! Passou!
Pegamos
dois caroneiros; um quase nem falava; o outro era uma matraca, o Carlos:
-- Você
conhece baba-de-boi? Você conhece cajerana? Aquilo é algodão de seda.
Aí eu
comecei:
-- Você
conhece gabiroba? Conhece croadinha? Conhece araticum?
Ficamos
empatados na ignorância.
Chegando
a Salto da Divisa os caroneiros desceram; o Carlos alertou, com toda ênfase:
-- Na
Bahia não dê carona, tem muito malandro, gente maldosa. Não dê carona de jeito
nenhum!
-- Minha
mãe é baiana, vou contar para ela, eu disse.
E ele:
“Mas é assim mesmo!”
Olha a
placa: DIVISA MINAS GERAIS – BAHIA!
Itagimirim,
Mundo Novo, Eunápolis: bem grande! Olha a chuva! A segunda hoje; na verdade, só
um chuvisco.
Porto
Seguro – Fizemos caminhada e dormimos.
22 de
fevereiro, sexta-feira – Rumo à praia de Taperapuan. Lindíssima! A água límpida
e gostosa... e muuuito salgada. Sempre que entro no mar tenho a mesma surpresa
da primeira vez: acho a água salgada demais, não me lembrava que fosse tanto!
Um dia de praia... Chegamos vermelhos, minto, chegamos roxos. Sapecando. Até
parece que somos do interior.
23
de fevereiro, sábado –
Voltamos para a BR-101. Na estrada compramos tapioca: deliciosa, molhadinha,
cheia de coco... huuummm!
Eunápolis,
Itagimirim, entrada de Itapebi, atravessando o Jequitinhonha. Para o povo
mineiro é O rio. Contando uma
história, por exemplo, dizem que atravessaram o rio. A gente pergunta: “Que
rio?” “Que rio!? O Jequitinhonha!!!” A língua oral é inigualável: a ênfase que as
pessoas colocam no O é indescritível; é como se dissessem: “É
o maior, é o único, é o ‘Mar de Minas’, uai!!!”
Fomos até
Teixeira do Progresso à procura de Diesel-S 10; nem posto tinha. Voltando para
o trevo e mudando de rodovia: BA-680. Gurupá Mirim, Potiraguá. Menor que no
mapa. Paramos para o pouso e fomos caminhar. O povo daqui responde de boca
cheia: “Boooa-noite”. Pura simpatia: “Obrigada, meu amor”, “Boooa-noite,
querida!” Povo bom e alegre.
Achei meu
leite de soja em pó; leite não, extrato. E a marca!!! Adorei!!! Tia Sônia.
Muito mais em conta do que o que eu comprei no Bretas por R$54,00 o quilo (isso
mesmo, cinquenta e quatro reais o quilo!). Resta saber se é tão gostoso; o do
Bretas é excelente!
24
de fevereiro, domingo – Saímos
de Potiraguá às 08:30 h – coisa inédita!!! Demos carona para um policial que,
antes de descer em Itarantim, disse e enfatizou:
-- Não
deixem de visitar nossa linda cachoeira, a Água Sumida; é muito interessante: a
água cai e entra em uma rocha. É pertinho.
Pedimos
informações:
-- Dá de
ir neste carro?
-- Dá...
Ah, mas não sei se dá de manobrar...
-- Ahhh!
Na cancela manobra brincando!
-- Vamos?
Vaaamos!
E lá
fomos nós. A cidade é cheia de placa indicando o Balneário da Água Sumida. Passaram
por nós muitos carros e caminhonetes lotados de pessoas; isso nos animou. Paramos
o trailer pertinho da cachoeira. Percebi que as pessoas cantavam e cantavam
músicas sacras... (?!). Partimos cocos e comemos; vestimos nossas roupas de
banho... Quando saímos do trailer, muitas pessoas já entravam nos carros e
saíam... (???) Percebi que havia pessoas idosas... Não vi cabelo molhado nem
roupa de banho; uai, não tomaram banho?
-- Ah,
disse, devem ter vindo para algum encontro de igreja.
Perguntamos
se tínhamos que pagar para entrar.
-- Não!
Não! Fiquem à vontade.
Descemos
uma estradinha... Cadê a cachoeira, gente?! Lembrei-me da vó Adélia lá em
Fortaleza... Lembram-se das “Três Fontes”?
Então...
A Água Sumida combina com o nome: um fiapo de água que quase não se vê; embaixo
um poço com a água bem suja. Nem dava de tomar banho... E o calor de rachar. O
Eraldo, não querendo aceitar a realidade, ainda subiu uns degraus para ver se
tinha um poço lá em cima. Qual o quê! Bem que a dona Adélia falava e repetia:
-- Nós,
que temos lindas cachoeiras em Mineiros, nem precisamos visitar outras... É
perda de tempo.
Em
Maiquinique ( que nome engraçado...), no almoço, comemos os últimos pequis...
Que pena!
Rio
Pardo, Itapetinga, Itambé. Serra do Marçal: Grande... grande... Lembrei-me da
subida para Cuzco.
Vitória
da Conquista. Que cidade linda! A gente a vê de longe, lá no alto. Muito
chique! Paramos para o pouso.
25
de fevereiro, segunda-feira -- Tivemos que madrugar para
sairmos às 06:30h. É que dormimos no posto, em frente ao portão de uma
transportadora. Paramos logo à frente e dormimos, dormimos, dormimos até
09:00h. Segunda é mesmo o “Dia da Preguiça”...
Pronto...
escrevi o nome de uma cidade e não consigo decifrar... Eita letrinha danada!
Vou olhar no mapa... Também o nome... Pradoso, um povoado. A vegetação mudou:
já tem caatinga, começam os cactos.
Irapuá,
Pombos, Anagé: Beeem diferente, ajeitadinha, muito arrumada. Bonitos jogos de
lençóis enxugando no varal, na calçada!? Não deve ter ladrão por aqui...
Rio
Gavião, pouquíssima água. Caraíbas. Vila Mariana: uma graça! Aracatu. É... A
Bahia é mais criativa nos nomes das cidades. Aracatu é linda também. Estamos
amando as pequenas cidades da Bahia: Tão arrumadas e tão limpinhas que dá gosto
vê-las! Queria tanto que a vó Dolzir estivesse aqui com a gente!
Ah, as
rodovias da Bahia – de Minas também – são excelentes! Dá até de cozinhar
durante a viagem. EU acho; não experimentei... hehehehehe...
Rio
Riachão. Oba! Esse deve ter muita água... S – E – C – O.
Brumado.
Cidade grande e boa! Paramos para dormir.
26
de fevereiro, terça-feira – O
Eraldo precisa de um otorrino para lavar o ouvido. Na primeira clínica: “O
otorrino só vem no sábado e na outra só na sexta...” Na outra: “O doutor não
faz mais este procedimento...”. Enviaram-nos para a Clínica São Gabriel. Não
tinha otorrino, mas um clínico geral faria a lavagem. Esperamos e fomos
atendidos pelo Dr. Luís Henrique, muito amável. Chamou-me para ver todo o
processo. Deu tudo certo, graças a Deus!
Ibitira,
Ibiassucê: “Seja bem vindo a Ibiassucê, capital da amizade”. Cidade grande e
limpíssima.
Caculé.
Ah, Caculé... Fizemos muitas amizades. Ficamos na praça da igreja, em frente à
casa do seu Alcebíades e da dona Iracema, gente encantadora! Entrei na igreja e
fiz um pedido. E que pedido!!! Ficamos um tempão sentados no banco da praça,
admirando o tempo e namorando!
Mais
tarde recebemos muitas visitas; alguns garotos pediram par tirar fotos:
--
Podemos pôr no facebock?
-- Claro!
Conhecemos
também a dona Terezinha, professora aposentada, e seu marido. Conversamos um
longo tempo.
01
de março – sábado-- (
Estamos em Candiba-BA) Levantei-me cedo pensando em adiantar o blog; e ia mesmo
fazer isto. IA... Porque acordei com um barulho de carros e motos estacionando.
Uai, que será? Não é de ver que na pracinha onde dormimos está sendo realizada
uma feira?! Tipo feira hippie... Aqui, da janela do trailer, já estou vendo meu
short balançando ao vento, estampado de vermelho e preto – Flamengo! Só estou
esperando o Eraldo acordar para ir fazer compras. Há muitas confecções por
aqui, porém as roupas não são nada baratas... A Joyce, filha de uma amiga daqui,
disse que alguns comerciantes fazem compras em Goiânia. Agora vou fazer o
café... T+++
03
de março – domingo --
Estamos em Bom Jesus da Lapa. Vou tentar enviar as últimas novidades para o
blog. Depois continuo de onde parei: 27 de fevereiro.
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