domingo, 3 de março de 2013

BAHIA DE TODOS NÓS -- AH, BAHIA!!!



BAHIA DE TODOS NÓS! AH... BAHIA!!!

Dormimos num ótimo posto chamado Mocambo. Saímos e passamos por Mocambinho.

17 de fevereiro – Domingo – Saída de Mocambinho. Horário novo, que delícia!

Transposição das águas do São Francisco – não a do Lula. Mas é uma coisa grandiosa! Plantações e mais plantações irrigadas... peixes pulando nas represas e o povo pra lá de feliz! O Velho Chico deve estar muito contente, gerando tanta abundância... é como se fossem seus netinhos!

Seguindo, passamos por Jaíba, Verdelândia, Janaúba. Paramos embaixo de uma enorme gameleira; logo fizemos inúmeros amigos. A Tânia e seu esposo nos levaram para sua casa. Tomamos banho e fomos dormir no trailer que estava bem guardadinho no terreno do seu Jorge, pai da Tânia. Uma figura, o seu Jorge, contador de histórias; e cada história! Entre outras, contou a da melancia... Só que não posso contar aqui porque é segredo para alguém... Hum... mando por email...

18 de fevereiro -- segunda-feira – Fomos para a casa da Tânia; ela nos mostrou seu quintal, quase um sítio: criação de galinhas, pé de seriguela, mangueiras e muito mais. As meninas, suas filhas, a Laísa e a Letícia (Lê), uns amores, até subiram na escada a fim de pedir seriguela para a vizinha. O Josué também subiu e pegou um monte. Tiramos fotos e, já com saudade, nos despedimos. Que povo bom! Voltaremos um dia!

Antes de sair, tomei mais um cafezinho. Que delícia de café, o da Maria José e do seu João, pais do Célio; lembrei-me da tia Naíde: é de estalar os beiços!

10:30h – Porteirinha. Bem maior do que eu esperava; o “inha” me enganou... hehehhehhee...

Hoje sim, 28 de fevereiro de 2013, madruguei para adiantar um pouco o blog: 06:39h!!!
Estrada de chão, costela de vaca. Pronto, já escrevi um nome, deve ser de algum povoado, que não consigo ler: Faisinha?! Sei lá... Entramos nesta estrada às 11:35h; passamos por Paciência – combina bem com a estrada --, Mocambinho (o segundo) e chegamos ao asfalto às 13:13h... Renatinha, Renatinha, e você disse que fez este percurso em meia hora? Voou?!
-- Não, disse o Eraldo, em carro pequeno é outra coisa...

Riacho dos Machados. Pequi??? Vamos pegar. Voltei com as pernas todas arranhadas... parece que nunca vi pequi na vida! Caveira (que nome!); paramos para fazer almoço. Água Branca, Vacaria. Outra graaande serra! Rio Vacaria, Salinas – um tantão de gente caminhando. Paramos no pouso e fomos caminhar também.

19 de fevereiro, terça-feira – Saímos de Salinas às 08:30h ( eita madrugada!). Rio Cana Brava, Rubelita: Tem um segredo aqui, as casas grandes e bonitas não combinam com o tamainho da cidade... Ah, bom, tem mais cidade para lá; aqui deve ser o setor nobre. Coronel Murta, Ribeirão São José ( seco ), Rio Araçuaí. Paramos em Araçuaí para fazer almoço: arroz, macarronada, pequi e moranga – cardápio bem variado! Sobremesa: doce de pequi, que eu nem provei, não acho que pequi combina com açúcar.

Itinga: muito bonita, cheia de morros; Pasmado, Pasmadinho.
-- Quanta coisa de barro! A Valéria ia ficar encantada!
Rio Jequitinhonha. Dormimos em Jequitinhonha – cidade.

20 de fevereiro, quarta-feira – Passamos por Guaranilândia ( mais um) e paramos em Almenara. Depois de Almenara... chão... chão... chão... costela de vaca. Jacinto. Que ponte horrorosa de madeira, já passamos em outras assim, você pensa que vai cair... Ui! Que gracinha a cidade de Jacinto. Eles aproveitam cada árvore para colocar banquinhos embaixo. E as pessoas são muito carinhosas – como em todos os lugares pelos quais passamos. Dá vontade de morar um tempo em cada cidade ou lugarejo para conhecer melhor os moradores.

21 de fevereiro, quinta-feira – Saída de Jacinto... Chão, chão, chão... Oba! Oba! Oba! A estrada melhorou, 20km por hora, antes parece que estávamos a 5km; a gente aprecia TODA a paisagem, nada passa despercebido! Hahaha, amei a placa: “Velocidade máxima: 40km” (?!). Cooomo??? Ponte de madeira outra vez? Parece podrinha, podrinha... Será que não cai??? Ufa!!! Passou!

Pegamos dois caroneiros; um quase nem falava; o outro era uma matraca, o Carlos:
-- Você conhece baba-de-boi? Você conhece cajerana? Aquilo é algodão de seda.
Aí eu comecei:
-- Você conhece gabiroba? Conhece croadinha? Conhece araticum?
Ficamos empatados na ignorância.
Chegando a Salto da Divisa os caroneiros desceram; o Carlos alertou, com toda ênfase:
-- Na Bahia não dê carona, tem muito malandro, gente maldosa. Não dê carona de jeito nenhum!
-- Minha mãe é baiana, vou contar para ela, eu disse.
E ele: “Mas é assim mesmo!”

Olha a placa: DIVISA MINAS GERAIS – BAHIA!

Itagimirim, Mundo Novo, Eunápolis: bem grande! Olha a chuva! A segunda hoje; na verdade, só um chuvisco.
Porto Seguro – Fizemos caminhada e dormimos.

22 de fevereiro, sexta-feira – Rumo à praia de Taperapuan. Lindíssima! A água límpida e gostosa... e muuuito salgada. Sempre que entro no mar tenho a mesma surpresa da primeira vez: acho a água salgada demais, não me lembrava que fosse tanto! Um dia de praia... Chegamos vermelhos, minto, chegamos roxos. Sapecando. Até parece que somos do interior.

23 de fevereiro, sábado – Voltamos para a BR-101. Na estrada compramos tapioca: deliciosa, molhadinha, cheia de coco... huuummm!
Eunápolis, Itagimirim, entrada de Itapebi, atravessando o Jequitinhonha. Para o povo mineiro é O rio. Contando uma história, por exemplo, dizem que atravessaram o rio. A gente pergunta: “Que rio?”  “Que rio!? O Jequitinhonha!!!” A língua oral é inigualável: a ênfase que as pessoas colocam no O é indescritível; é como se dissessem: “É o maior, é o único, é o ‘Mar de Minas’, uai!!!”

Fomos até Teixeira do Progresso à procura de Diesel-S 10; nem posto tinha. Voltando para o trevo e mudando de rodovia: BA-680. Gurupá Mirim, Potiraguá. Menor que no mapa. Paramos para o pouso e fomos caminhar. O povo daqui responde de boca cheia: “Boooa-noite”. Pura simpatia: “Obrigada, meu amor”, “Boooa-noite, querida!” Povo bom e alegre.

Achei meu leite de soja em pó; leite não, extrato. E a marca!!! Adorei!!! Tia Sônia. Muito mais em conta do que o que eu comprei no Bretas por R$54,00 o quilo (isso mesmo, cinquenta e quatro reais o quilo!). Resta saber se é tão gostoso; o do Bretas é excelente!

24 de fevereiro, domingo – Saímos de Potiraguá às 08:30 h – coisa inédita!!! Demos carona para um policial que, antes de descer em Itarantim, disse e enfatizou:
-- Não deixem de visitar nossa linda cachoeira, a Água Sumida; é muito interessante: a água cai e entra em uma rocha. É pertinho.

Pedimos informações:
-- Dá de ir neste carro?
-- Dá... Ah, mas não sei se dá de manobrar...
-- Ahhh! Na cancela manobra brincando!
-- Vamos? Vaaamos!
E lá fomos nós. A cidade é cheia de placa indicando o Balneário da Água Sumida. Passaram por nós muitos carros e caminhonetes lotados de pessoas; isso nos animou. Paramos o trailer pertinho da cachoeira. Percebi que as pessoas cantavam e cantavam músicas sacras... (?!). Partimos cocos e comemos; vestimos nossas roupas de banho... Quando saímos do trailer, muitas pessoas já entravam nos carros e saíam... (???) Percebi que havia pessoas idosas... Não vi cabelo molhado nem roupa de banho; uai, não tomaram banho?
-- Ah, disse, devem ter vindo para algum encontro de igreja.

Perguntamos se tínhamos que pagar para entrar.
-- Não! Não! Fiquem à vontade.
Descemos uma estradinha... Cadê a cachoeira, gente?! Lembrei-me da vó Adélia lá em Fortaleza... Lembram-se das “Três Fontes”?
Então... A Água Sumida combina com o nome: um fiapo de água que quase não se vê; embaixo um poço com a água bem suja. Nem dava de tomar banho... E o calor de rachar. O Eraldo, não querendo aceitar a realidade, ainda subiu uns degraus para ver se tinha um poço lá em cima. Qual o quê! Bem que a dona Adélia falava e repetia:
-- Nós, que temos lindas cachoeiras em Mineiros, nem precisamos visitar outras... É perda de tempo.

Em Maiquinique ( que nome engraçado...), no almoço, comemos os últimos pequis... Que pena!

Rio Pardo, Itapetinga, Itambé. Serra do Marçal: Grande... grande... Lembrei-me da subida para Cuzco.

Vitória da Conquista. Que cidade linda! A gente a vê de longe, lá no alto. Muito chique! Paramos para o pouso.

25 de fevereiro, segunda-feira --  Tivemos que madrugar para sairmos às 06:30h. É que dormimos no posto, em frente ao portão de uma transportadora. Paramos logo à frente e dormimos, dormimos, dormimos até 09:00h. Segunda é mesmo o “Dia da Preguiça”...
Pronto... escrevi o nome de uma cidade e não consigo decifrar... Eita letrinha danada! Vou olhar no mapa... Também o nome... Pradoso, um povoado. A vegetação mudou: já tem caatinga, começam os cactos.
Irapuá, Pombos, Anagé: Beeem diferente, ajeitadinha, muito arrumada. Bonitos jogos de lençóis enxugando no varal, na calçada!? Não deve ter ladrão por aqui...
Rio Gavião, pouquíssima água. Caraíbas. Vila Mariana: uma graça! Aracatu. É... A Bahia é mais criativa nos nomes das cidades. Aracatu é linda também. Estamos amando as pequenas cidades da Bahia: Tão arrumadas e tão limpinhas que dá gosto vê-las! Queria tanto que a vó Dolzir estivesse aqui com a gente!

Ah, as rodovias da Bahia – de Minas também – são excelentes! Dá até de cozinhar durante a viagem. EU acho; não experimentei... hehehehehe...

Rio Riachão. Oba! Esse deve ter muita água... S – E – C – O.

Brumado. Cidade grande e boa! Paramos para dormir.

26 de fevereiro, terça-feira – O Eraldo precisa de um otorrino para lavar o ouvido. Na primeira clínica: “O otorrino só vem no sábado e na outra só na sexta...” Na outra: “O doutor não faz mais este procedimento...”. Enviaram-nos para a Clínica São Gabriel. Não tinha otorrino, mas um clínico geral faria a lavagem. Esperamos e fomos atendidos pelo Dr. Luís Henrique, muito amável. Chamou-me para ver todo o processo. Deu tudo certo, graças a Deus!



Ibitira, Ibiassucê: “Seja bem vindo a Ibiassucê, capital da amizade”. Cidade grande e limpíssima.

Caculé. Ah, Caculé... Fizemos muitas amizades. Ficamos na praça da igreja, em frente à casa do seu Alcebíades e da dona Iracema, gente encantadora! Entrei na igreja e fiz um pedido. E que pedido!!! Ficamos um tempão sentados no banco da praça, admirando o tempo e namorando!

Mais tarde recebemos muitas visitas; alguns garotos pediram par tirar fotos:
-- Podemos pôr no facebock?
-- Claro!
Conhecemos também a dona Terezinha, professora aposentada, e seu marido. Conversamos um longo tempo.

01 de março – sábado-- ( Estamos em Candiba-BA) Levantei-me cedo pensando em adiantar o blog; e ia mesmo fazer isto. IA... Porque acordei com um barulho de carros e motos estacionando. Uai, que será? Não é de ver que na pracinha onde dormimos está sendo realizada uma feira?! Tipo feira hippie... Aqui, da janela do trailer, já estou vendo meu short balançando ao vento, estampado de vermelho e preto – Flamengo! Só estou esperando o Eraldo acordar para ir fazer compras. Há muitas confecções por aqui, porém as roupas não são nada baratas... A Joyce, filha de uma amiga daqui, disse que alguns comerciantes fazem compras em Goiânia. Agora vou fazer o café... T+++

03 de março – domingo -- Estamos em Bom Jesus da Lapa. Vou tentar enviar as últimas novidades para o blog. Depois continuo de onde parei: 27 de fevereiro.





                                                                                    




        
     

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