sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

ARATICUM -- O QUE É ISSO????




Continuando... Pela primeira vez em Minas vou escrever no Word para copiar e colar porque a internet por aqui não funciona.

Não terminei de contar sobre a maravilhosa família do Célio. A Maria José, sua mãe, é muito parecida com a dona Adélia: aquele mesmo jeitinho calmo, sempre ajudando todo mundo, dispondo de tudo que tem. Ah! E para meu consolo, e o dela também, se parece comigo no desnorteamento: quando para num lugar, não sabe se a saída é para lá ou para cá... Fiquei muitíssimo feliz em achar alguém como eu, não estou só.  Viram, meninos? Sua mãezinha tem companhia!

Gostamos muito também da tiazinha: fica sempre sorrindo , um amor!

E a cachorrinha? Que graça! Gostei mais ainda do nome dela, mas... Não posso contar aqui, senão alguém da família me enforca...kkkkkkkkk. Porém vou contar por email, ah... isso vou!

Um enigma para vocês resolverem: Como a Maria José pode ser filha única e ter 16 irmãos legítimos? Aguardo resposta. Não vale perguntar para o  “padim”.

Saindo de João Pinheiro, rodamos um pouco e tivemos que parar para dormir; deve ser ainda ressaca do Carnabon.

Às 16:26 saímos rumo ao Rio São Francisco; às 18:20 tivemos a alegria de contemplar a Barragem Três Marias! Linda, linda, linda!!! Uma imensa serra, graças à preguiça do Tinhoso. Paramos no Posto Verde Vale, de onde se tem uma encantadora vista da barragem.

12 de fevereiro, terça-feira – Aniversário da Maria José. Queriam que a gente ficasse, mas estávamos um tanto atrasados em nossa viagem.
Fomos à praia “Mar de Minas” procurar peixe... Cadê peixe? Cadê peixe? Até que enfim achamos. Na Barraca Veredas. Fresquíssimo! Só pode... pelo tempo que demorou para servir, certamente foram pescá-lo no rio. O pessoal da beira da praia estava com uma cara de ressaca... O  carnaval prometendo. Vi um bloco com um nome tão interessante que até pedi licença para tirar uma foto. Vou tentar colocá-la no blog.

E eu sempre repetindo:
-- Dessa vez seremos bem cuidadosos para tomar sol; somente no horário certo. Não quero me queimar como das outras vezes.
Acontece que a hora não passava de jeito nenhum...Olhei... todo mundo tomando sol... Falei: “Ah! A gente fica só um pouquinho... E depois os médicos já andam defendendo tomar sol nesse horário para absorver as vitaminas...” E lá fomos nós tomar um banho curto no São Francisco... Que água deliciosa! Mergulhamos, brincamos, nadamos... Sair pra quê? Quando saímos, depois de umas três horas de banho, olhei as horas: 15:50h. Viram que horário mais saudável???

Pegamos a estrada de volta. Passamos pela cidade. Por aqui tudo é assim: moto-táxi Guimarães Rosa, Memorial Manuelzão, Circuito Guimarães Rosa, Nunsei quê Diadorim. Ué, cadê o Riobaldo? Falando nele... Lu, quem era ele na mini-série da Globo?

Passamos por uma barraca na estrada. Araticum?! NOSA! O Eraldo foi logo dizendo:
-- Não vai dizendo que adora araticum... porque ele sobe o preço. Faz de conta que nem conhece.
Hahahhhahaha... se uma coisa eu nunca aprendi é pechinchar quando aprecio algo. Como no caso da bacia, que o rapaz subia em cima... Fui logo dizendo para o vendedor:
-- Puxa! Há quanto tempo procuro por você. Gostei tanto daquela bacia, que me arrependi de não ter comprado o jogo inteiro.
Então quis pechinchar e não deu mais... O cara cobrou o que quis, lógico!

Fiz direitinho, morrendo de vontade de rir. O Eraldo:
-- Que fruta é essa?
-- É “articum”? – disse o rapaz.
E eu: -- E é boa???
-- Ah! É deliciosa! Vou abrir uma para vocês verem.
Abriu. E eu provando devagarinho, com vontade de pôr tudinho dentro da boca: nham, nham, nham... Hummm, tô gostando... É forte!
E ele: “É. Mas esse está passado. Vou abrir outro.” Gente, colocou as bandinhas – que não tinham nada de passadas -- lá no chão e abriu outro pequenininho. E eu comendo devagar, devagar.

Não deu outra; o rapaz:
-- O preço é dez reais, mas para vocês vou fazer oito porque não conhecem a fruta.
E eu olhando aquelas bandinhas lá no chão. Não aguentei e disse: Posso levar aquela ali? Eu gostei desse negócio!
-- Pode, pode, é de vocês!
Ainda bem, pois o que compramos ainda não estava no ponto. Fui comendo pela estrada: “Ah! Manjar dos deuses!!!”
O Eraldo aproveitou e comprou um doce de pequi. Ele gostou, mas eu achei muito esquisito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário