Continuando... Pela primeira vez em Minas vou escrever no Word para copiar e colar porque a internet por aqui não funciona.
Não
terminei de contar sobre a maravilhosa família do Célio. A Maria José, sua mãe,
é muito parecida com a dona Adélia: aquele mesmo jeitinho calmo, sempre
ajudando todo mundo, dispondo de tudo que tem. Ah! E para meu consolo, e o dela
também, se parece comigo no desnorteamento: quando para num lugar, não sabe se
a saída é para lá ou para cá... Fiquei muitíssimo feliz em achar alguém como
eu, não estou só. Viram, meninos? Sua
mãezinha tem companhia!
Gostamos
muito também da tiazinha: fica sempre sorrindo , um amor!
E a
cachorrinha? Que graça! Gostei mais ainda do nome dela, mas... Não posso contar
aqui, senão alguém da família me enforca...kkkkkkkkk. Porém vou contar por
email, ah... isso vou!
Um enigma
para vocês resolverem: Como a Maria José pode ser filha única e ter 16 irmãos legítimos? Aguardo resposta. Não vale
perguntar para o “padim”.
Saindo de
João Pinheiro, rodamos um pouco e tivemos que parar para dormir; deve ser ainda
ressaca do Carnabon.
Às 16:26
saímos rumo ao Rio São Francisco; às 18:20 tivemos a alegria de contemplar a
Barragem Três Marias! Linda, linda, linda!!! Uma imensa serra, graças à
preguiça do Tinhoso. Paramos no Posto Verde Vale, de onde se tem uma
encantadora vista da barragem.
12 de fevereiro, terça-feira – Aniversário da Maria José.
Queriam que a gente ficasse, mas estávamos um tanto atrasados em nossa viagem.
Fomos à
praia “Mar de Minas” procurar peixe... Cadê peixe? Cadê peixe? Até que enfim
achamos. Na Barraca Veredas. Fresquíssimo! Só pode... pelo tempo que demorou
para servir, certamente foram pescá-lo no rio. O pessoal da beira da praia
estava com uma cara de ressaca... O
carnaval prometendo. Vi um bloco com um nome tão interessante que até
pedi licença para tirar uma foto. Vou tentar colocá-la no blog.
E eu
sempre repetindo:
-- Dessa
vez seremos bem cuidadosos para tomar sol; somente no horário certo. Não quero
me queimar como das outras vezes.
Acontece
que a hora não passava de jeito nenhum...Olhei... todo mundo tomando sol...
Falei: “Ah! A gente fica só um pouquinho... E depois os médicos já andam
defendendo tomar sol nesse horário para absorver as vitaminas...” E lá fomos
nós tomar um banho curto no São Francisco... Que água deliciosa! Mergulhamos,
brincamos, nadamos... Sair pra quê? Quando saímos, depois de umas três horas de
banho, olhei as horas: 15:50h. Viram que horário mais saudável???
Pegamos a
estrada de volta. Passamos pela cidade. Por aqui tudo é assim: moto-táxi
Guimarães Rosa, Memorial Manuelzão, Circuito Guimarães Rosa, Nunsei quê
Diadorim. Ué, cadê o Riobaldo? Falando nele... Lu, quem era ele na mini-série
da Globo?
Passamos
por uma barraca na estrada. Araticum?! NOSA! O Eraldo foi logo dizendo:
-- Não
vai dizendo que adora araticum... porque ele sobe o preço. Faz de conta que nem
conhece.
Hahahhhahaha...
se uma coisa eu nunca aprendi é pechinchar quando aprecio algo. Como no caso da
bacia, que o rapaz subia em cima... Fui logo dizendo para o vendedor:
-- Puxa!
Há quanto tempo procuro por você. Gostei tanto daquela bacia, que me arrependi
de não ter comprado o jogo inteiro.
Então
quis pechinchar e não deu mais... O cara cobrou o que quis, lógico!
Fiz
direitinho, morrendo de vontade de rir. O Eraldo:
-- Que
fruta é essa?
-- É
“articum”? – disse o rapaz.
E eu: --
E é boa???
-- Ah! É
deliciosa! Vou abrir uma para vocês verem.
Abriu. E
eu provando devagarinho, com vontade de pôr tudinho dentro da boca: nham, nham,
nham... Hummm, tô gostando... É forte!
E ele:
“É. Mas esse está passado. Vou abrir outro.” Gente, colocou as bandinhas – que
não tinham nada de passadas -- lá no chão e abriu outro pequenininho. E eu
comendo devagar, devagar.
Não deu
outra; o rapaz:
-- O
preço é dez reais, mas para vocês vou fazer oito porque não conhecem a fruta.
E eu
olhando aquelas bandinhas lá no chão. Não aguentei e disse: Posso levar aquela
ali? Eu gostei desse negócio!
-- Pode,
pode, é de vocês!
Ainda
bem, pois o que compramos ainda não estava no ponto. Fui comendo pela estrada:
“Ah! Manjar dos deuses!!!”
O Eraldo
aproveitou e comprou um doce de pequi. Ele gostou, mas eu achei muito
esquisito.
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